Em maio de 2026 comemoram-se os 400 anos da chegada dos padres jesuítas ao Rio Grande do Sul. Eles deixaram suas marcas em várias regiões. Em Santa Cruz, atuaram por um século. A presença dos membros da Sociedade de Jesus (SJ) remonta aos primeiros anos da colonização alemã no município. A chegada foi em 1859. Em 1863, quando foi inaugurada a primeira capela, que ficava onde hoje está a Catedral, assumiram oficialmente a comunidade católica. A partir de então, além do trabalho espiritual, iniciaram obras que ainda hoje são grandes destaques na cidade.
Em 1871, construíram a Escola Paroquial no mesmo endereço onde fica o Colégio São Luís, na Rua Marechal Floriano. Ela recebia jovens da região, em regime de internato. Em 1903, o educandário foi repassado aos Irmãos Maristas, que vieram a pedido dos jesuítas.
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Em 1872, começaram a edificação de um novo educandário (com internato) para meninas, inaugurado dois anos depois. Para administrá-lo, convidaram as Irmãs Franciscanas que chegaram em 1874 e criaram o Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde atualmente está o Dom Alberto.
Em 1905, lançaram-se a um empreendimento grandioso: a construção de um hospital, ativado em 1907. Para dirigir a instituição (HSC), trouxeram outro grupo de Franciscanas, que ampliaram sua presença na cidade. Em 1911 surgiu mais uma meta: a edificação da Casa Paroquial, na esquina das ruas Marechal Deodoro com Ramiro Barcelos, inaugurada em 1913. O prédio histórico, em 1959, foi doado para ser a sede do bispado de Santa Cruz.
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Mas o grande desafio estava reservado para 1928, quando começaram as obras da nova Igreja Matriz São João Batista, com 80 metros de comprimento, 34 de largura e duas torres de 83 metros de altura, um marco na arquitetura gaúcha. A inauguração foi em 1939 e hoje ela é a Catedral, a maior em estilo neogótico da América Latina.
Outras iniciativas também fazem parte do legado dos jesuítas, que permaneceram no município até 1959. Devem ser lembradas a Capela Santa Helena (anexa ao Hospital Santa Cruz), edificada junto com as Franciscanas, a Casa de Retiros Loyola e a Aliança Cathólica. Ainda adquiriram áreas de terras e vários terrenos no Centro.
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