Hoje avaliada em bilhões, Anthropic é uma jovem empresa norte-americana especializada em inteligência artificial (IA). Entre seus produtos mais afamados estão os modelos/linguagem Fable 5 e Mythos 5.
Segundo discurso e compromisso da empresa, seu foco de trabalho, pesquisa e desenvolvimento tecnológico estaria centrado em interesses públicos, notadamente em segurança operacional da IA.
Embora o dito compromisso popular, a empresa tem relações e parcerias milionárias com agências de inteligência e defesa do governo americano. Além dos modelos acima mencionados, em especial na disponibilização do seu modelo mais recente de inteligência artificial, “Claude”. Inclusive na opção “Claude Gov”.
Publicidade
LEIA TAMBÉM: Fraudes inocentes
Detalhe. Não se sabe exatamente como, mas essa ferramenta tecnológica teria sido usada em missões confidenciais, a exemplo da invasão/intervenção na Venezuela. E, mais recentemente, em operações bélicas no Irã.
Ainda que informações incertas quanto ao uso bélico de fato, recentes atos formais do Pentágono dirigidos à Anthropic, exigindo uso pleno do modelo Claude (face a restrições/salvaguardas contratuais da empresa), sob argumento de segurança nacional, sugere acreditar que há utilidades estratégicas ilimitadas.
Publicidade
Porém, a Anthropic tem resistido e rejeitado tais exigências (do uso pleno pelo governo). Consequentemente, ainda que não se saiba se ato correlacionado, faz alguns dias o governo americano determinou a suspensão de dois produtos da empresa (os modelos Fable 5 e Mythos 5).
Em nota pública, a empresa informou que “a determinação do governo impede que qualquer cidadão estrangeiro tenha acesso aos sistemas, independentemente de estar dentro ou fora dos EUA. A restrição também se aplica a funcionários estrangeiros da própria Anthropic”.
LEIA TAMBÉM: Cedo ou tarde, a conta vem…
Publicidade
Ou seja, não se sabe exatamente se ato de vingança corporativa (repito, a empresa negou acesso pleno aos modelos pelo governo), ou se ato de defesa e segurança nacional, como alega o governo. Todavia, se ato de defesa, admite supor que tais modelos de inteligência artificial realmente estão extrema e belicamente aptos.
Dedução ampliada: com certeza, o governo americano usou a inteligência artificial nas operações bélicas. E para além do permitido contratualmente. E concluiu acerca de suas potencialidades, bem como quanto aos riscos inerentes e possíveis dentro do atual e temerário ambiente geopolítico internacional.
Diálogo da modernidade
Publicidade
– Você se preocupa com o avanço da inteligência artificial?
– Não, me preocupo mais com o retrocesso da inteligência natural.
LEIA MAIS TEXTOS DE ASTOR WARTCHOW
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
Publicidade