Semana passada, a website americana TechCrunch publicou um texto sob o título “Friend 2.0”. A TechCrunch destaca-se em notícias sobre tecnologia e startups. O artigo trata da ousadia de Avi Schiffmann (2002), um jovem tecnólogo e empreendedor.
Destacado e premiado na pandemia com a criação de um painel de dados sobre Covid, posteriormente criou uma plataforma de hospedagem para refugiados ucranianos.
E, finalmente, criou o polêmico Friend, uma startup de inteligência artificial. Na versão mais recente, oferece um colar/pingente com o que o dono pode conversar. Na versão original, o dispositivo gravava áudio para processamento e respondia via texto no celular do usuário.
Publicidade
Dizia o texto da website TechCrunch: “Há dois anos, o fundador de tecnologia Avi Schiffmann lançou o Friend, um dispositivo vestível com que você podia conversar e que enviava mensagens de texto sobre o seu dia.
A ideia era usar a inteligência artificial para combater a solidão. Esta semana, a empresa anunciou uma reformulação do produto, introduzindo uma atualização perceptível: uma voz.
Ao apresentar o Friend 2.0 (agora um pingente, um colar de US$ 249), Schiffmann afirmou: ‘O Friend agora vem com um alto-falante embutido que pode projetar uma personalidade única e consistente para seu usuário’.
Publicidade
Um comercial do novo dispositivo mostra uma mulher usando o Friend e conversando com ele sobre o que provavelmente é sua ex-namorada. “Não é ruim ser gay,” responde o pingente.
O vídeo então muda para um homem em uma colina discutindo suas ambições de cinema com seu Friend. “O último filme que você fez foi sensacional”, elogia o pingente!
O que você realmente pode fazer com seu Friend além de conversar sobre o seu dia? Essa parte ainda não está clara. Schiffmann explicou o que ele acha que é o verdadeiro objetivo do seu produto estranho.
Publicidade
– Estou interessado nesse tipo de relacionamento tentando oferecer algum tipo de confidente, um amigo, Deus, não tenho certeza exatamente do que é”, disse Schiffmann. “Mas não é um assistente, e não é um amante.”
Interessante! Vender um colar de plástico baseado em algoritmos às pessoas insinuando que ele pode, de fato, ser uma divindade é um marketing bastante ousado.
A empresa de Schiffmann ousou. Uma campanha com outdoors da Friend no metrô de Nova York, em 2025, viralizou depois que foram constantemente vandalizados, presumivelmente por pessoas que não queriam que a conexão humana fosse substituída por um amuleto digital.”
Publicidade
Caro leitor, um singelo colar eletrônico falante e “amigo” hoje é como um rabisco humano numa caverna há milhares de anos. Estamos dando os primeiros passos na compreensão, criação e utilização da Inteligência Artificial (IA). Nada, rigorosamente nada deverá nos surpreender nas próximas décadas!
A propósito, releia meu artigo “O alerta Anthropic”, de 24 de junho.
Publicidade
Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!