Nos finais de ano, os orçamentos costumam ficar mais apertados ou até desequilibrados em um período marcado por gastos extras. Por isso, as verbas extras ou “bônus” sempre são muito esperadas e bem vindas para aliviar as finanças pessoais e familiares. Mas, nem todos os trabalhadores brasileiros podem contar com essas verbas extras: ou porque não tem vínculo empregatício, trabalhando por conta, ou porque estão desempregados.
Já no final do 1º semestre do ano, talvez seja o momento de as pessoas que não podem contar com o 13º salário ou, se tem direito a essa verba mas já a comprometeram, se disporem a criar um valor extra por conta. Especialistas em educação financeira sugerem que, com decisão, organização e disciplina é possível transformar pequenos valores, apartados mensalmente durante o ano ou alguns meses, para formar uma reserva financeira.
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Antes de guardar dinheiro, Reinaldo Domingos, criador da DSOP Educação Financeira, sugere dar um destino a esse dinheiro, o que ele chama de “carimbar o dinheiro”. Sem essa finalidade que pode ser para comprar presentes, fazer uma reforminha da casa ou apartamento, viajar ou simplesmente ter uma folga no orçamento, o dinheiro pode ser gasto em qualquer outra coisa não urgente ou prioritária ou até ser emprestado para algum familiar, amigo, colega.
Um dos erros que as pessoas mais cometem e repetem é prometer guardar dinheiro tão logo sobra algum, no fim do mês. Na prática, é mais comum sobrar mês no fim do dinheiro ou, então, sobrar tão pouco que não vale a pena preocupar-se com esse valor. A recomendação é inverter a lógica: definir um valor mensal e considerar esse valor como se fosse um boleto a ser pago no início de cada mês, tão logo o salário ou a renda estejam disponíveis. É a conta do “Pagar-se primeiro”, antes de qualquer outro compromisso financeiro. Para não correr riscos de esquecimento ou desvio de finalidade, a sugestão é autorizar o débito em conta bancária.
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É claro que para conseguir criar uma reserva financeira a organização financeira vai fazer toda a diferença. É fundamental iniciar com um diagnóstico da situação financeira atual. Além de levantar todas a dívidas, inclusive pendentes, durante 30 a 60 dias, anotar todos os pagamentos efetuados. Muitos vazamentos financeiros ocorrem com pequenos valores, pouco percebidos, mas que, acumulados durante o mês, somam valores expressivos. Ao final do período dos registros, já é possível diminuir, substituir ou até eliminar despesas, sem qualquer perda no padrão de vida pessoal ou familiar.
Por fim, criar um 13º salário ou até um 14º não depende tanto ou só de renda alta, mas do comportamento financeiro. Guardar pouco, mas com frequência, ao longo do tempo pode acumular uma reserva financeira. O importante é começar e fazer disso um hábito.
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