Julho é tempo de celebração da imigração alemã no Rio Grande do Sul. Milhares de famílias alemãs vieram, em tempos idos. Sua vinda foi incentivada pelo Brasil, entre outros motivos, para introduzir e concretizar um novo modelo de cultivo da terra – pelo esforço em conjunto dos membros das famílias, sem trabalho escravo. Daí as regiões de colonização alemã ficarem conhecidas como colônias e os agricultores, por colonos. Eis um modelo diferenciado de outras regiões rurais, por estar também impregnado pela cultura trazida de além-mar. Por isso entendo que o turismo voltado para essas regiões deva ser denominado de “turismo colonial” e não pelo termo genérico “turismo rural”.
Eu homenageio todos aqueles que frutificaram e frutificam a terra e todos que contribuíram com seu saber e fazer para o desenvolvimento com o conto alemão Der Bauer und der Teufel. Esse tipo de conto pertence aos chamados Schwankmärchen. Neles uma pessoa esperta derrota o mal com sua astúcia. No presente conto traduzo o termo Bauer por colono, como forma de minha deferência.
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Es war einmal ein kluger und lustiger Bauer. Der machte oft einen Spaß mit den Leuten. Die Leute lachten über den Spaß. Manchmal ärgerten sie sich. Einmal hatte der Bauer einen Teufel geärgert. Das kam so:
Der Bauer hat seinen Acker gepflügt. Nun will er nach Hause fahren. Es ist schon halb dunkel. Da sieht er mitten auf dem Acker ein Feuer. Er geht näher heran und was sieht er da? Oben auf dem Feuer sitzt ein kleiner schwarzer Teufel! Der Bauer hat keine Angst. Er fragt den Teufel: „Du sitzt wohl auf einem Schatz?“ – „Ja“, antwortet der Teufel, „auf einem großen Schatz! So viel Gold und Silber hast du noch nie gesehen!“
„Der Schatz liegt auf meinem Feld, er gehört mir!“, sagt der Bauer. „Er soll dir gehören“, sagt der kleine schwarze Teufel. „Ich habe Gold und Silber genug. Ich will die Früchte von deinem Feld haben. Du musst mir zwei Jahre lang die Hälfte deiner Ernte geben!“ Der kluge Bauer überlegt nicht lange. „Ich bin einverstanden“, sagt er. „Aber wir wollen uns bei der Teilung nicht streiten. Darum mache ich einen Vorschlag: Dir soll gehören was über der Erde wächst, ich bekomme das, was in der Erde
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wächst!“ Dem Teufel gefällt der Vorschlag. Im Frühjahr sät der Bauer Rüben. Zur Erntezeit kommt der Teufel. Er will seine Feldfrüchte holen. Was bekommt er? Nur welke Blätter! Und der Bauer gräbt fröhlich seine Rüben aus. „Diesmal hast du mich betrogen“, ruft der Teufel, „drum wollen wir es im nächsten Jahr anders machen. Du bekommst, was über der Erde ist und ich, was in der Erde ist.“ – „Das ist mir auch recht“, sagt der Bauer. Im Frühjahr sät er nicht wieder Rüben , sondern Weizen. Zur Erntezeit schneidet der Bauer die vollen Halme bis zur Erde ab. Da kommt der Teufel. Was bekommt er diesmal? Nur die Wurzeln. Wütend verschwindet der Teufel in einer Felsspalte. Der Bauer lacht über den dummen Teufel. Dann geht er fröhlich an die Arbeit und gräbt seinen Schatz aus.
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O colono e o Diabo
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Era uma vez um colono esperto e alegre. Ele costumava divertir as pessoas. Elas riam de suas brincadeiras. Às vezes, ficavam irritadas. Certa vez, o colono irritou um diabo. Eis como aconteceu:
O colono havia arado sua lavoura e queria voltar para casa. Já estava quase escuro. Foi quando viu uma fogueira no meio da roça. Aproximou-se e o que viu? Sentado sobre uma fogueira estava um pequeno diabo preto! O colono não teve medo. Perguntou ao diabo: “Tu deves estar sentado sobre um tesouro?” – “Sim”, respondeu o diabo, “sobre um grande tesouro! Tu nunca viste tanto ouro e prata!”
“O tesouro está na minha roça, pertence a mim!” disse o colono. “Será seu”, disse o pequeno diabo. “Tenho ouro e prata suficientes. Quero os frutos da tua lavoura. Tu terás de me dar metade da tua colheita por dois anos!” O colono, muito esperto, não pensou muito. “Concordo”, disse ele. “Mas não queremos discutir sobre a divisão. Então, vou fazer uma proposta: tu ficas com o que cresce acima da terra e eu fico com o que cresce abaixo da terra!”
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A ideia agrada ao diabo. Na primavera, o fazendeiro semeia nabos. Na época da colheita, o diabo aparece para buscar a sua parte da plantação. O que ele recebe? Apenas folhas murchas! E o colono, feliz, colhe seus nabos. “Desta vez tu me enganaste”, grita o diabo, “No ano que vem vamos fazer diferente. Tu recebes o que está acima da terra e eu fico com o que está abaixo da terra.” “Estou e acordo!”, diz o colono. Na primavera, ele não volta a semear nabos, mas trigo. Na época da colheita, o colono corta as espigas inteiras rente ao chão. Então, o diabo aparece. O que ele ganha desta vez? Apenas as raízes. Furioso, o diabo desaparece numa fenda de rocha. O agricultor ri do diabo tolo e, faceiro, se põe a desenterrar o seu tesouro.
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