A comunidade regional chega a este final de semana em festa. E com todas as razões para isso, tendo em vista que o Dia do Colono e do Motorista, comemorado neste sábado, 25 de julho, homenageia dois dos mais importantes personagens da sociedade: os colonizadores (e seus descendentes), responsáveis por terem forjado, a braço e com persistência, o progresso numa área até a sua chegada identificada por poucas atividades econômicas e de desenvolvimento; e os motoristas, nas mais diversas habilitações, que transportam as riquezas e trazem os insumos fundamentais para todo e qualquer empreendimento comercial, de serviço ou de industrialização. Assim, é inegável que essa data celebra duas das forças motrizes de uma localidade, o que se revelou ainda mais saliente e decisivo na antiga Colônia de Santa Cruz.
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Para compreender esse ciclo, suplemento especial encartado na edição da Gazeta do Sul deste fim de semana, sob a coordenação da colega jornalista Cláudia Priebe, descortina olhar diferenciado sobre o que representou a colonização para o Vale do Rio Pardo e para o Rio Grande do Sul. Com a sua efetiva implantação ao final de 1849, Santa Cruz passou a atrair de imediato milhares de imigrantes, em sua maioria das regiões germânicas na Europa, mas também de outras nacionalidades ou culturas. O crescimento foi de tal forma intenso que menos de três décadas bastaram para que a área obtivesse sua independência política e administrativa em relação ao município-mãe, Rio Pardo. E, já então, uma atividade produtiva e de comércio se destacava: a do tabaco, que já era exportado para os grandes centros no país e até para o exterior.
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Se o sábado é de festa, e com razão, também é de contabilidade. Mais uma vez, na região e em boa parte do Estado, lideranças públicas e privadas estão às voltas com o levantamento dos prejuízos e das ameaças causados pelas chuvas ao longo de toda esta semana. De forma recorrente a população tem sido informada sobre a vigência de um novo El Niño, fenômeno que tem por característica trazer fortes precipitações no Sul do Brasil. E, pelo visto, esse novo ciclo mostra a que veio: foram dias de muita chuva, e a próxima semana seguirá nessa mesma toada.
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O que se escancara, para os gaúchos, é uma triste evidência: nas próximas semanas e nos próximos meses, seremos todos postos claramente à prova na tarefa doméstica (do Estado) de mostrar o que aprendemos com a terrível enchente de 2024 e o que implementamos na prática para evitar transtornos em virtude de situação similar. Ao que tudo indica, e pelo que se pôde conferir nesses últimos dias, não só não aprendemos nada como na verdade as coisas só tendem a ser piores: agora, basta chuva de pouco mais de cem milímetros, concentrada em curto espaço de tempo, para que regiões inteiras fiquem isoladas, vulneráveis e desassistidas. Quanto mais organismos públicos e privados alardeiam protagonismo e proatividade, mais gastam energia meramente com a retórica, e pouco se ocupam de soluções efetivas e indispensáveis.
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Que o fíndi seja de celebração, e que os próximos dias não tragam angústias por causa da chuva, o que tende a motivar bastante reflexão. A colonos e motoristas, parabéns pela sua data!
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