A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Esmeralda completou dez anos na segunda-feira, 3. Inaugurada em 3 de agosto de 2016, a estrutura é administrada pelo Hospital Ana Nery por meio de convênio com a Prefeitura.
Localizada na Rua Carlos Swaroswky, 850, a unidade funciona com a porta aberta 24 horas e recebe moradores de Santa Cruz do Sul e também pessoas de outras cidades que necessitem de atenção médica. Como UPA de Porte 1, conta com estrutura para estabilização dos pacientes e exames de raio-X, encaminhando os casos que exigem maior complexidade para outros serviços da rede.
O serviço segue o protocolo de classificação de risco, definindo a prioridade conforme a gravidade do quadro. Casos classificados como vermelhos recebem atenção imediata, enquanto os indicados com a cor laranja, amarelo, verde e azul possuem tempos máximos de espera segundo os critérios clínicos. Dados divulgados pela instituição evidenciam a importância para o município: diariamente, são em média 150 pacientes, o que representa entre 4 e 4,5 mil mensais.
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Em entrevista à Rádio Gazeta, a gerente de Serviços de Saúde da UPA, Andreia Becker, destacou que a unidade se consolidou como referência para casos de urgência e emergência. A demanda, segundo ela, varia conforme a época do ano, com aumento durante o inverno e no retorno das aulas, quando crescem os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças.
Nos períodos de maior procura, a movimentação pode ser ainda mais intensa: Andreia mencionou que, durante o surto de dengue registrado no município em março de 2023, a UPA atingiu cerca de 7,3 mil atendimentos em um único mês, número bem acima da média habitual.
A coordenadora de Enfermagem, Cláudia Cunha, explica que, apesar de a unidade ser destinada às urgências e emergências, a maioria dos pacientes está classificada como verde, ou seja, apresenta quadros considerados não urgentes. “Hoje, a classificação verde é a que representa o maior número de atendimentos na nossa porta de entrada.”
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Mesmo nesses casos, Cláudia ressalta que a equipe busca reduzir o tempo de espera sempre que o fluxo permite. Além disso, quando há pacientes em estado grave sendo recebidos na sala de emergência, a unidade mantém comunicação com quem aguarda na recepção para explicar possíveis atrasos.
Futuro
Para os próximos anos, as gestoras defendem o fortalecimento da educação em saúde para orientar a população sobre o uso adequado da UPA. Elas ressaltam que a prioridade do serviço continuará sendo o atendimento aos pacientes com risco imediato de vida, de modo a preservar a agilidade e a segurança nos casos mais graves.
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