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SUL DO BRASIL

Lavouras de tabaco já tiveram 3,8 mil ocorrências de granizo na safra atual

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

A incidência de granizo tem sido um problema recorrente aos produtores de tabaco da região Sul do Brasil na safra 2025/2026. Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), atualizados até o último sábado, 19, indicam que já houve 3.872 atendimentos pelo fenômeno em propriedades. O número é mais de seis vezes maior do que o registrado na safra 2024/2025, quando foram 583 casos.

Em relação ao temporal registrado na última madrugada, a Afubra havia contabilizado, até o fim da manhã desta segunda-feira, 21, pelo menos 137 ocorrências de granizo em lavouras de tabaco no Vale do Rio Pardo. O maior número foi na região de Venâncio Aires, com 67 avisos, seguido pela região de Candelária, com 40 casos. Já na microrregião de Santa Cruz do Sul foram 30 registros, incluindo ocorrências em Passo do Sobrado, Santa Cruz, Rio Pardo e Vera Cruz.

Os números reais, no entanto, devem ser mais altos, visto que, com o tempo chuvoso, muitos produtores ainda não teriam conferido os estragos causados pelo granizo.

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O gerente técnico da Afubra, Dener Turchiello, em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9, afirmou que o granizo, sobretudo quando acompanhado pelo vento, é prejudicial principalmente quando o tabaco já está mais desenvolvido – como é o caso da parte baixa do Vale do Rio Pardo, onde muitos produtores já iniciaram a colheita.

“O granizo é muito prejudicial na fase em que já foi feito o desponte. Então, nas regiões mais baixas, caso já tenha efetuado o desponte, é uma fase mais complicada de recuperação. Mas as plantas que estão nas regiões mais altas, com plantio um pouco mais tarde, que estão ainda em fase de crescimento, têm uma boa expectativa de recuperação, caso o produtor consiga deixar mais algumas folhas no pé e acabar recuperando um pouco esses prejuízos”, explica Turchiello.

Produtores podem aderir a seguro

Segundo o gerente técnico da Afubra, o aumento na incidência de granizo também está associado ao El Niño, fenômeno que tem impactado o clima na região Sul do Brasil no segundo semestre de 2026.

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Turchiello ainda destaca a possibilidade dos produtores aderirem ao seguro oferecido pela Afubra, cujas inscrições seguem até o final de outubro, com sete dias de período de carência. Os cadastros feitos até setembro têm 6% de desconto no pagamento à vista, enquanto em outubro o abatimento é de 4%. “Mas sempre lembrando que, assim que o tabaco estiver plantado, o mais rápido possível, o produtor faça a sua inscrição para ter a sua lavoura segurada e não contar com algum imprevisto no meio da safra”, pontua.

Confira a entrevista com Dener Turchiello na íntegra:*

*Colaboraram Marcio Souza e Ronaldo Falkenback

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