Chegamos a um final de semana muito especial no calendário anual, a começar pelo fato de se comemorar, neste domingo, 9, o Dia dos Pais. Por essa razão, no ambiente das famílias, é tempo de celebração, de homenagens e de confraternização, aproximando pais e filhos. Em simultâneo, como um ponto alto na agenda regional, Santa Cruz do Sul recebe uma etapa da Stock Car, uma das mais importantes modalidades do automobilismo brasileiro, que trouxe à cidade, já desde o meio desta semana, alguns dos maiores expoentes da velocidade, com toda a estrutura das equipes.
Além da projeção de mídia que isso proporciona, em âmbito nacional, a competição movimenta a economia em todos os setores de serviços. Aos que se encontram em Santa Cruz, diretamente envolvidos com a Stock Car ou atraídos por ela, para conferir as corridas, que se sintam bem-vindos e possam desfrutar do que a região oferece de melhor em infraestrutura. Ainda na agenda dos esportes, é um final de semana também marcado pelo futebol, com o jogo do FC Santa Cruz contra o Brasil de Farroupilha, neste sábado, 8, partida válida pela fase classificatória da Divisão de Acesso. No âmbito da dupla Gre-Nal, o Grêmio recebe o São Paulo, na Arena, neste sábado, e o Internacional encara o líder Palmeiras em São Paulo, no domingo, 9. Todas essas disputas terão a cobertura da Rádio Gazeta FM 107,9, “a voz forte do esporte”, como ressalta o refrão, ao longo das décadas.
Se há emoção no ambiente familiar, com o Dia dos Pais, e há muita expectativa nas pistas do Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul e nos gramados, sobra apreensão no cenário produtivo e industrial. Tudo por conta dos efeitos que mudanças na tributação interna e ainda as tarifas aplicadas ao Brasil pelo governo Trump têm acarretado. Em Santa Cruz, em especial, isso se reflete no mercado do tabaco, a base da economia regional (na verdade, pilar da economia do Rio Grande do Sul e do Sul do Brasil).
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Como detalha o jornalista Marcio Souza, em reportagem especial nas páginas centrais desta edição, o segmento do tabaco sofre contratempos provocados tanto no exterior quanto no cenário interno. A taxação norte-americana deve implicar em redução de US$ 100 milhões nas vendas externas em 2026 (em 2025, os embarques para os EUA totalizaram US$ 195 milhões; neste ano, situam-se em US$ 90 milhões). Já pela tributação brasileira, a projeção é de que cresça muito a presença de produto contrabandeado, em virtude do aumento do IPI (que elevou o preço mínimo do cigarro nacional a R$ 10,50). Com isso, o produto oriundo de contrabando ou de fábricas clandestinas tende a aumentar sua participação, por se mostrar bem mais em conta para o consumidor. Segundo a Abifumo, é a maior diferença de preço médio da história entre o produto legal e o de fontes não legais.
Tal contexto requer ação e reflexão urgente não apenas do setor privado, da cadeia produtiva, mas principalmente de lideranças públicas. Perde a economia nacional e perde a economia dos estados. Mais diretamente, os reflexos serão sentidos em cada município que tem no tabaco uma base na geração de empregos e de renda. Bom final de semana de Dia dos Pais para todos!
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