O casamento de Denise (Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor) está em crise. Enquanto eles tentam manter a rotina da família diante do desgaste da relação, estranhos acontecimentos começam a ocorrer na Rua Oak. Um fenômeno cósmico transporta o bairro onde vivem para um local dominado por dinossauros. Para sobreviver ao ambiente hostil, a família Platt precisará superar os próprios problemas e se unir.
Esse é o enredo de “O Fim da Rua”, novo filme de ficção-científica em cartaz no Cine Max Brasil. Escrita e dirigida por David Robert Mitchell (responsável pelo excelente “A Corrente do Mal”), a obra parte de uma premissa bastante comum para estabelecer o grupo de protagonistas e construir a rua suburbana. A rotina do bairro é marcada por um almoço da vizinhança, brigas entre adolescentes e conflitos entre vizinhos.
O drama familiar ajuda a tornar essa experiência fantástica mais crível. Antes de enfrentar a ameaça pré-histórica, a família precisa lidar com os problemas que já existiam dentro de casa.
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O elenco também é fundamental para dar credibilidade a uma situação que, naturalmente, é completamente absurda. Anne Hathaway e Ewan McGregor sustentam muito bem o conflito entre Denise e Greg, enquanto os filhos – interpretados por Maisy Stella e Christian Convery – completam a família Platt.
No momento em que começam os estranhos acontecimentos, já conhecemos minimamente os personagens e compartilhamos da perplexidade dos fatos misteriosos. E quando os dinossauros aparecem, a família e a vizinhança reagem como qualquer um de nós reagiria. Mais do que isso: torcemos para que eles sobrevivam e tentem encontrar uma maneira de voltar para o presente.
Os dinossauros ganham uma abordagem diferente do que estamos acostumados em outros filmes, especialmente nos da franquia “Jurassic World”. Os répteis gigantes não estão ali apenas para provocar fascínio e são uma ameaça concreta, brutal e imprevisível. É interessante vê-los atacando uma típica vizinhança suburbana com pessoas e não soldados e cientistas em uma ilha isolada.
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E é aí que David Robert Mitchell consegue transformar o absurdo em muito mais do que uma aventura de ficção científica. O diretor sabe criar tensão antes mesmo de revelar o perigo e conduz o filme pelo suspense e pelo terror, sem deixar de lado a aventura e o drama.
Inspirado em aventuras fantásticas dos anos 1980, “O Fim da Rua” é uma experiência original e ousada, que mistura suspense, terror, aventura e ficção científica para entregar entretenimento de sobra. Com dinossauros ameaçadores, imagens grandiosas e um desenho sonoro que contribui para a tensão, o filme oferece um espetáculo visual e sonoro que merece ser visto no cinema.
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