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FORA DE PAUTA

Reconstrução?

Às vezes, passamos por momentos difíceis em que precisamos dar um passo para trás para voltar a caminhar para frente. O União Corinthians parece ensaiar esse roteiro para a próxima temporada. Quero saudar, mais uma vez, os esforços para manter o basquete de Santa Cruz do Sul na elite, colocando no mapa da competição o município mais apaixonado pelo esporte no País. O torcedor vai lembrar da última temporada com gosto amargo, claro, devido a todo o roteiro que se construiu. A expectativa era enorme, com grandes jogadores, mas que não corresponderam ao esperado dentro de quadra, principalmente na consistência que se imaginava.

Nos últimos dias, com a confirmação do clube no NBB, já começaram a pipocar informações sobre as movimentações no elenco. A começar pelo técnico, que deverá ser trocado, mas seguindo na linha dos estrangeiros, com o argentino Sebastian Figueredo. Quanto aos atletas, devemos ter algo inédito, com a renovação de várias peças. Sabemos que Hollowell, estrela norte-americana do time na última temporada, retornou ao Minas; Brandão foi anunciado pelo Pato; enquanto Rafael Hettsheimeir e Isaac jogarão o segundo escalão do basquetebol paulista, e Davi Rossetto defenderá o Fluminense na Liga Ouro, a segunda divisão nacional.

São pouquíssimos os atletas que são unanimidades hoje no País. Poucos mesmo. E todos eles formaram três esquadrões para os próximos meses. Flamengo, Mogi e Franca recrutaram praticamente todo o talento puro do Brasil, junto com os melhores estrangeiros. Já os jovens atletas que obtiveram destaque no último ano estarão no basquete universitário dos Estados Unidos daqui para a frente. O mercado brasileiro nunca esteve tão escasso quanto está hoje. Por isso, reforço o recado de que o time pode não ser unanimidade entre os torcedores, mas, com certeza, deve ser o melhor que pode ser montado.

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Financeiramente, também há dificuldades. Até porque fazer basquete não é fácil, ainda mais no Rio Grande do Sul. Veremos, muito provavelmente, o Caxias com um time modesto novamente. E não pense que isso se limita aos clubes daqui, pois Pato, Osasco, Basquete Cearense, Cruzeiro e Botafogo também enfrentam dificuldades semelhantes. Angariar recursos é uma tarefa complicada, e trazer dinheiro de fora é quase impossível. A paciência é uma virtude, mas acredito que tudo irá se alinhar para uma temporada próspera.

Por último, deixo minha crítica ao formato, novamente cansativo e desgastado. Em um campeonato com 18 equipes, 16 irão se classificar à próxima fase. Serão 34 jogos em que veremos a grande maioria dos times sem colocar todo o esforço possível dentro de quadra. A integridade e a competitividade da liga entram em xeque. É motivo de debate há bastante tempo, desde que foi implantado o formato em que todos os classificados disputam as oitavas de final. O Arnão te espera, para empurrar a Terra do Basquete para voos maiores.

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