As últimas faturas de energia elétrica surpreenderam moradores da região. Muitos ficaram preocupados diante da elevação na tarifa. A empresária Daiany Camargo, de Santa Cruz do Sul, foi uma delas. A nova realidade, contudo, começou a ser notada ainda no fim do ano passado.
“Para economizar, revisamos os processos e maquinários na empresa e substituímos o que foi possível. Até percebemos uma melhora, mas no início de 2026 as mudanças não impactavam mais e a conta passou a subir gradativamente.” De acordo com ela, em 2025, a média do primeiro semestre foi de R$ 1.277,00 por mês. Neste ano subiu para R$ 1.577,00.
No acumulado de um ano, Daiany afirma que o aumento chegou a 28%. “Isso cria um rombo no fluxo de caixa. Segurei o aumento dos produtos até junho. Depois, ficou inviável. Tudo subiu. Não só a luz, mas o aluguel. É só olhar para a quantidade de estabelecimentos que fecharam no último ano na cidade.”
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Daiany Camargo, empresária: “Isso cria um rombo no fluxo de caixa. Segurei o aumento dos produtos até junho. Depois, ficou inviável.”
Morador de Venâncio Aires, o educador físico Felipe Garibaldi também levou um susto ao acessar a fatura no início do mês. “Subiu de R$ 200,00 para R$ 400,00, aproximadamente.” Para ele, o valor acaba pesando no orçamento. “Achei abusivo o acréscimo de 15% descrito na conta.” Em sua residência, no Bairro Cidade Alta, o consumo dele, da esposa e da filha gira em torno de chuveiro, televisão e máquina de lavar roupa.

Felipe Garibaldi, educador físico: “Achei abusivo o acréscimo de 15% descrito na conta.”
Entenda
Bandeira amarela
No último dia de julho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária para agosto de 2026 seria amarela, repetindo o cenário observado nos meses de maio, junho e julho.
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Conforme o texto, “a sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no País em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”.
Na prática, a bandeira amarela indica cobrança adicional de R$ 1,885 na conta de luz, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Reajuste tarifário
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Além do padrão de consumo e bandeira, os clientes da CPFL RGE tiveram reajuste tarifário em 19 de junho. O efeito médio total nas tarifas foi um aumento de 16,07% para todos os consumidores, sendo 19,02% para grandes clientes e 14,9% para residenciais, em média. Ele é aplicado pela Aneel anualmente para clientes de todas as distribuidoras do País. A concessionária também disponibiliza em seu site, no link Serviços Online, um simulador de consumo que ajuda o cliente a saber o quanto de energia usa e como pode economizar.
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