Os fins de semana concentram a maioria das notificações de violência contra as mulheres em Santa Cruz do Sul. Registros dos órgãos de segurança pública locais apontam que os domingos lideram as ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha, seguidos pelos sábados. Em agosto, até ontem, foram 58 registros – divididos em 24 por ameaça, 22 por vias de fato, 11 por lesão corporal e um por estupro.
O levantamento reúne estatísticas, incluindo os chamados recebidos pelo telefone 190 da Brigada Militar e os autos instaurados na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Ao longo do mês, o maior pico ocorreu no dia 9, um domingo, quando nove casos foram formalizados.
Em julho, houve 48 ocorrências ligadas à Lei Maria da Penha: 32 por ameaça, oito por lesão corporal e oito por vias de fato. O maior volume em 24 horas transcorreu na segunda-feira, 13 de julho, com cinco casos. Por ser o primeiro dia útil após o fim de semana, o índice reflete o fluxo represado do período, embora o dado de registro não determine necessariamente o momento exato em que a agressão foi praticada.
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Atendimento funciona 24 horas
Em Santa Cruz, as vítimas de violência contam com suporte ininterrupto. A Brigada Militar pode ser acionada pelo 190, enquanto a DPPA mantém plantão permanente. Segundo a capitã Bruna Simon, coordenadora da Patrulha Maria da Penha do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM), há um planejamento diante dos períodos de pico e quanto à forma de abordagem dos agressores.
Registros de estupro também chamam atenção
Em 2026, Santa Cruz contabiliza 23 registros de estupro até agosto. Apenas neste mês foram seis denúncias em diferentes pontos da cidade, abrangendo a zona urbana, o Centro e o interior. Quatro dessas ocorrências foram qualificadas como estupro de vulnerável. A distribuição temporal revela que três registros foram efetuados aos domingos, um na terça-feira, um na sexta-feira e um no sábado.
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