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NO TRIBUNAL

Acusado por morte a tiros será julgado nesta quinta em Santa Cruz

Foto: Divulgação

Fórum de Santa Cruz do Sul

O homem acusado de matar Fábio Rodrigues da Silva, de 37 anos, no Bairro Santa Vitória, em Santa Cruz do Sul, será julgado pelo tribunal do júri nesta quinta-feira, 27. A sessão vai ser presidida pela juíza Márcia Inês Doebber Wrasse. O Ministério Público estará representado pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, enquanto a defesa do réu será feita pelo advogado Guilherme de Souza Centeno.

Kauã Brites da Rosa, atualmente com 24 anos, responde pela morte de Fábio, ocorrida na madrugada de 21 de maio de 2023. Conforme a denúncia, Kauã foi até a residência de Fábio sob o pretexto de buscar documentos. Após uma breve conversa entre os dois, ele teria efetuado vários disparos de arma de fogo contra a vítima, que estava desarmada, e fugido em uma motocicleta.

Fábio foi atingido por quatro disparos. Segundo o laudo de necropsia, a causa da morte foi hemorragia torácica provocada por ferimentos que acertaram o coração e os dois pulmões.

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A prisão de Kauã ocorreu em 2 de junho de 2023, cerca de duas semanas após o homicídio. Ele foi encontrado pela Polícia Civil escondido na casa de familiares, no interior de Cachoeira do Sul. Na ocasião, o acusado confessou ter efetuado os tiros, mas alegou legítima defesa. Segundo a versão apresentada à época, ele teria acreditado que Fábio estava armado.

A investigação da 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) apontou, porém, que o crime teria acontecido de forma inesperada e sem possibilidade de reação de Fábio Rodrigues da Silva. Na decisão que pronunciou o acusado para julgamento, a Justiça manteve a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Kauã e Fábio se conheciam e chegaram a morar juntos. Conforme apurado durante a investigação, o acusado havia se mudado para a residência da vítima quando veio a Santa Cruz do Sul para prestar serviço militar.

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A investigação também apontou que havia uma discussão relacionada a documentos de uma motocicleta. No dia do crime, Kauã teria ido até a residência de Fábio para buscar documentos que ainda estavam no local. Durante o processo, Kauã teve a prisão preventiva revogada e aguardou o julgamento em liberdade.

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