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CLIMA

El Niño deve aumentar risco de chuva extrema no Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul terá meses de maior instabilidade climática pela frente, com aumento do risco de chuvas excessivas, enchentes e tempestades. A avaliação foi apresentada pelo diretor de Comunicação da MetSul Meteorologia, Alexandre Aguiar, durante palestra realizada na noite dessa terça-feira, 8, na sede administrativa da Sicredi Vale do Rio Pardo, em Santa Cruz do Sul. Para o Estado, os períodos de maior atenção devem ocorrer entre outubro e dezembro e, novamente, no outono de 2027.

Aguiar destacou que o Estado já registrou, em julho e agosto, episódios de chuva intensa, enchentes e tempestades severas, além de dois tornados. As projeções apresentadas apontam para chuva acima da média no Sul do Brasil, com destaque para a metade norte do Rio Grande do Sul. O meteorologista também chamou atenção para o risco elevado de episódios de chuva excessiva durante o verão, período em que enchentes são menos comuns.

A intensidade do El Niño, porém, não permite prever uma nova enchente com as proporções da registrada em 2024. O fenômeno aumenta o risco de chuva extrema e cheias, mas outros fatores atmosféricos precisam atuar simultaneamente para produzir um desastre de grandes proporções. “A relação não é linear”, afirmou. No Vale do Rio Pardo, é necessária atenção ao comportamento das chuvas nas nascentes do Jacuí, que podem provocar elevação do nível do rio mesmo longe das áreas atingidas pela chuva.

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Para os produtores rurais, Aguiar recomendou atenção às previsões e, quando possível, antecipação do plantio diante da perspectiva de maior frequência de chuva no último trimestre do ano. A população também deve acompanhar alertas oficiais e fontes especializadas, evitando informações sem embasamento técnico nas redes sociais.

Mesmo diante da recorrência de eventos extremos, Aguiar alertou para o risco de a população e as lideranças subestimarem os avisos. Para ele, o excesso de informações e o alarmismo nas redes sociais podem confundir quem precisa tomar decisões. “Não subestimem o que está vindo aí. Vai dar problema. Vai ser o apocalipse? Vai ser o fim do mundo? Não, não vai ser”, afirmou.

Prevenção

O encontro buscou ampliar o acesso a informações sobre o comportamento do clima e seus possíveis impactos na região. O presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, destacou que a iniciativa também faz parte do papel da cooperativa na difusão do conhecimento. Após as enchentes, a Sicredi apoiou investimentos como a instalação de estações meteorológicas na região. “Sempre temos que ter essa preocupação na lógica de prevenção”, afirmou. Para Petry, as previsões devem servir como sinal de alerta para antecipar decisões e reduzir possíveis impactos.

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