Os primeiros dados capazes de dimensionar os riscos ambientais no Vale do Rio Pardo começam a se consolidar. O programa AdaptaCidades avançou para a segunda etapa de seu cronograma com a aplicação da Lente Climática, ferramenta voltada a reunir e sistematizar informações sobre ameaças, exposição e vulnerabilidades em cada localidade. A partir dessa coleta, o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) dará sequência ao diagnóstico regional.
O levantamento feito em Vera Cruz ilustra a aplicação prática da metodologia. O mapeamento considerou ameaças como chuvas intensas, enxurradas, alagamentos, estiagens, ondas de calor, deslizamentos, erosão, inundações, granizo e tempestades severas. Entre os indicadores apurados estão 194 pessoas desalojadas ou desabrigadas desde 2021, 40 moradias expostas a perigos e cerca de 100 quilômetros de estradas em situação de risco.
A diretora-executiva do Cisvale, Léa Vargas, avalia que essa fase transforma diferentes realidades locais em dados qualificados. A dirigente explica que cada prefeitura faz a leitura detalhada de seu território para identificar pontos críticos. O trabalho conjunto vai fornecer embasamento para a definição de prioridades e medidas de adaptação em nível regional.
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O presidente do consórcio e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, destaca que o processo confere mais segurança ao planejamento público. O gestor salienta que a consolidação de uma base técnica permite compreender com precisão como os fenômenos climáticos afetam as cidades. Segundo Becker, informações precisas otimizam a definição de investimentos e a busca por soluções integradas.
Para saber
Concluído o levantamento pelos municípios, a entidade fará a sistematização geral do material. Os dados embasarão as fases seguintes do AdaptaCidades, destinadas à análise de risco e à priorização de medidas adaptativas para os territórios de maior urgência.
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A construção do plano prevê a inclusão da sociedade civil. Após a consolidação do mapeamento, o consórcio pretende promover um seminário regional para expor os resultados e ampliar o debate sobre estratégias de prevenção. O objetivo é engajar diferentes setores sociais para transformar os indicadores municipais em ações de enfrentamento aos eventos extremos na região.
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