Os próximos meses devem ser marcados por variações climáticas no Estado. Essa é a previsão para a primavera, que começa nesta terça-feira, 22 de setembro, às 21h05, e se estende até as 18h05 do dia 21 de dezembro. As projeções indicam condições propícias para o excesso de chuva em todos os estados da Região Sul, cenário impulsionado pela atuação do El Niño.
As oscilações são reflexo dos chamados Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), que vão atingir a Região Sul. Esse fenômeno consiste em aglomerações de tempestades que se unem em uma única estrutura, cobrindo extensas áreas por várias horas.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do Ministério da Agricultura, os acumulados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem superar a média histórica do trimestre em até 200 milímetros.
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Como será
- Outubro: frequência elevada de frentes frias e maior risco de temporais.
- Novembro: elevação progressiva dos termômetros e pancadas de chuva isoladas.
- Dezembro: dias mais longos do ano, consolidação do calor e tempestades de fim de tarde.
Produtores devem ficar atentos à previsão
A menor incidência de radiação solar ao longo da primavera deve impor desafios ao planejamento da safra 2026/27. A frequência das precipitações vai encurtar as janelas favoráveis ao manejo do solo.
Josemar Parise, assistente técnico regional em produção de grãos da Emater/RS-Ascar, explica que não se esperam grandes prejuízos nas culturas de milho e soja, mas recomenda cautela. “Quando o volume pluviométrico é elevado, o agricultor precisa ficar atento às oportunidades para realizar as operações de campo, pois esses intervalos ficam mais estreitos”, alerta.
Já para o tabaco, a preocupação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Herveiras (STR), Sérgio Reis, é o granizo. Ele aconselha a contratação de seguro contra intempéries. “Esperamos que nossa região não seja tão afetada, mas as quedas de granizo em outubro, novembro e dezembro – reta final da safra – causam estragos maiores, pois o tabaco já está com o número de folhas definido e não se recupera”, salienta Reis.
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Ações preventivas são reforçadas
Em Santa Cruz do Sul, a Prefeitura executou serviços de prevenção para mitigar os efeitos de temporais e alagamentos. O coordenador da Defesa Civil municipal, Reginaldo Brito de Campos, afirma que o plano de contingência permanece ativo.
Diante da ameaça de eventos extremos causados pelo El Niño, o acompanhamento das áreas de risco foi intensificado. “Recebemos recursos do governo estadual e estamos montando uma sala de monitoramento, que deve entrar em operação nos próximos meses. Também adquiriremos drones e equipamentos de topografia para analisar detalhadamente cada situação”, destacou Campos.
Temperatura
O Inmet aponta temperaturas acima da média na maior parte do Sul do Brasil. No entanto, para o território gaúcho, a consultoria Climatempo esclarece que o excesso de nebulosidade, a umidade e a passagem de massas de ar frio polar manterão os registros térmicos ligeiramente abaixo do padrão para a época.
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