Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

DIRETO DA REDAÇÃO

Parabéns, Santa Cruz!

Foto: Ronaldo Falkenback

Este final de semana chega em clima de celebração em Santa Cruz do Sul. O município comemora na segunda-feira, 28, seus 148 anos de autonomia política e administrativa. É uma longa jornada, já quase um sesquicentenário, marcada por desenvolvimento muito acima da média do que se pode conferir em cenário macro, dentro e fora do País.

A Gazeta do Sul trará em sua edição de segunda-feira suplemento especial com conteúdo de cunho histórico e cultural, que relembra momentos marcantes da socioeconomia. Mas, estimulada por essa atmosfera festiva, esta edição igualmente promove viagem no tempo: nas páginas centrais, convidamos o leitor a uma volta às primeiras décadas de efetivação da Colônia de Santa Cruz.

Quem nos conduz? Quatro viajantes alemães que, em diferentes momentos, vieram conferir como estavam as famílias de imigrantes que aqui haviam se estabelecido. O que se salienta nos relatos publicados em livros é o surpreendente ritmo de desenvolvimento da colônia, em relação a qualquer outra iniciativa do gênero. Robert Avé-Lallemant, Johann Jakob von Tschudi, Oscar Canstatt e Hermann Soyaux eram cidadãos muito viajados, que haviam visto várias outras regiões brasileiras, bem como diversos países e diferentes continentes.

Publicidade

Quando se depararam com a iniciante Santa Cruz, respectivamente, em 1858, 1861, 1871 e 1886, expressaram de pronto sua admiração pela pujança que a localidade apresentava, em tão poucos anos desde a vinda das primeiras famílias. No caso de Avé-Lallemant, ele vem a Santa Cruz apenas oito anos após a chegada dos pioneiros; e Soyaux esteve por aqui logo depois da emancipação, concretizada em 1878 (repare-se que nem três décadas haviam se passado desde a fundação do núcleo colonial).

Para quem é da região ou para quem é de fora dela e ainda não conhece a fundo a sua realidade econômica, cumpre mencionar: todos (todos!) os viajantes que chegam a Santa Cruz identificam na colônia, desde os primeiros meses, o que a diferencia das demais. Todas as localidades plantam e produzem de tudo (logo, crescem a partir dessas mesmas atividades). Santa Cruz tinha algo diferente: tabaco.

Os colonos logo se deram conta de que a região central gaúcha era excelente, formidável, única para a produção dessa planta, que encontrara por aqui, no clima e no solo, o seu melhor terroir, por assim dizer. Assim, todas as demais localidades produziam, transformavam e vendiam a maioria dos produtos agrícolas genéricos, uns se especializando mais em um ou em outro. Santa Cruz vendia tabaco. E o tabaco era tão bom, e era tão conceituado, que ganhou o Brasil, e logo o mundo. E atraiu investimentos internacionais em questão de bem poucos anos.

Publicidade

Década a década, esse segmento só cresceu, até se tornar, como é hoje, o maior polo mundial de processamento, com clientela cativa em mais de uma centena de países. A história de Santa Cruz é a história do tabaco. E a história do tabaco é a história de Santa Cruz. Talvez justamente por isso essa antiga colônia ostenta tamanha qualidade de vida, tamanho desenvolvimento para um município de 138 mil habitantes (de porte médio), o que é digno de muitos aplausos e de muita comemoração. Parabéns, Santa Cruz! Parabéns por desde o princípio ter apostado no tabaco.

Quer receber notícias de Santa Cruz do Sul e região no seu celular? Entre no nosso novo canal do WhatsApp clicando aqui. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça agora!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.