As filas da saúde, à espera de cirurgias eletivas, exames e consultas, pautam as discussões dos candidatos ao Palácio Piratini. Ajuste no sistema de gerenciamento, ampliação da estrutura do setor e a aplicação dos 12% definidos na Constituição são pontos apresentados por aqueles que disputam a cadeira ocupada atualmente por Eduardo Leite (PSD).
Um assunto recorrente nas campanhas voltou à pauta dos debates. A necessidade de locomoção, em ambulâncias, de acordo com a disponibilidade de vagas e a referência de especialidades médicas, tem sido combatida. Há ainda a defesa da estatização do sistema de saúde.
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Nos planos de governo
Rejane de Oliveira (PSTU)
- Garantir e fortalecer o SUS público (100% estatal), universal e gratuito;
- fim do teto de gastos para a saúde; fim da lei que estabeleceu as parcerias público-privadas;
- fim das organizações sociais e reestatização dos hospitais e serviços privatizados, com controle dos trabalhadores e usuários;
- expropriação dos bens dos dirigentes e empresas envolvidos em corrupção para compensar os recursos desviados do Estado;
- aplicar os 12% previstos na Constituição;
- taxação de 50% dos lucros dos grandes grupos privados de saúde para subsidiar a saúde pública.

César Pontes (PCO) *
- Mais verbas para a saúde pública (não pode haver limite nos gastos para salvar a vida do povo);
- plano de emergência para construção de hospitais e postos de saúde;
- piso salarial de R$ 8 mil para os profissionais da saúde;
- abertura imediata de cursos de Medicina e Enfermagem, com livre acesso nas universidades públicas para suprir a falta de profissionais.
*Candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral
Gabriel Souza (MDB)
- Consolidar a atenção primária como coordenadora do cuidado, promovendo ações de prevenção e integração da rede de atenção;
- reduzir os tempos de espera para consultas, exames e cirurgias por meio da gestão regional das filas assistenciais e oferta de serviços especializados;
- aprimorar o programa SUS Gaúcho, o Assistir Regionalização CIB 50;
- ampliar a política Saúde 60+, fortalecendo as linhas de cuidado da pessoa idosa, com atenção específica às demências e à interface com a oncologia;
- consolidar e ampliar programas estruturantes, como Rede Bem Cuidar, Piaps, TEAcolhe, Ser Mulher, Craips, Farmácia Cuidar+, Imuniza Escola e Qualifica Vigilância;
- qualificar as linhas de cuidado materno-infantil.
Juliana Brizola (PDT)
- Garantir a aplicação integral do piso constitucional de 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em ações e serviços públicos de saúde, assegurando a regularidade dos repasses ao SUS estadual e aos municípios;
- fortalecer a atenção primária, com ampliação do financiamento da Estratégia Saúde da Família e incentivos à fixação de profissionais em pequenos municípios e periferia;
- implementar força-tarefa estadual para zerar as filas de espera por cirurgias eletivas, exames de alta complexidade e consultas especializadas, usando a capacidade ociosa de hospitais comunitários, filantrópicos e universitários, contratando turnos extras e implementando Unidades Móveis de Diagnósticos;
- fortalecer as redes de saúde mental, materno-infantil e de atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Luciano Zucco (PL)
-
Reduzir as filas com atendimento no tempo certo; organizar uma fila única e transparente;
-
fortalecer a atenção primária;
-
regionalizar a atenção especializada;
-
fomentar e fortalecer os consórcios municipais;
-
investir na infraestrutura dos hospitais; integrar urgências e emergências;
-
ampliar a saúde digital (teleconsulta, telediagnóstico, monitoramento remoto);
-
integrar os dados do paciente;
-
acelerar o diagnóstico e o tratamento do câncer.
Marcelo Maranata (PSDB)
- Organizar a rede estadual em sete grandes polos regionais de saúde, com centros de especialidades próximos à residência dos pacientes;
- reduzir a chamada “ambulancioterapia”, evitando que cidadãos precisem percorrer centenas de quilômetros para consultas, exames ou procedimentos que podem ser regionalizados;
- aperfeiçoar e integrar os sistemas estaduais de regulação e acompanhamento das filas do SUS, incluindo o Gercon, os painéis de regulação e o SUS Gaúcho.
Priscila Voigt (UP)
- Garantia de investimento massivo na saúde estadual;
- valorização dos profissionais da saúde, abertura de concurso público e convocação dos aprovados nos concursos anteriores;
- contratação direta em 100% das atividades do SUS em todos os municípios do Estado;
- obrigatoriedade para que todos os políticos eleitos do Estado e suas famílias usem o SUS;
- fim da destinação de recursos públicos para planos privados.
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