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ELEIÇÕES 2026

Saúde: veja o que os candidatos ao governo do Estado defendem

Foto: Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As filas da saúde, à espera de cirurgias eletivas, exames e consultas, pautam as discussões dos candidatos ao Palácio Piratini. Ajuste no sistema de gerenciamento, ampliação da estrutura do setor e a aplicação dos 12% definidos na Constituição são pontos apresentados por aqueles que disputam a cadeira ocupada atualmente por Eduardo Leite (PSD).

Um assunto recorrente nas campanhas voltou à pauta dos debates. A necessidade de locomoção, em ambulâncias, de acordo com a disponibilidade de vagas e a referência de especialidades médicas, tem sido combatida. Há ainda a defesa da estatização do sistema de saúde.

 

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Nos planos de governo

Rejane de Oliveira (PSTU)

  • Garantir e fortalecer o SUS público (100% estatal), universal e gratuito;
  • fim do teto de gastos para a saúde; fim da lei que estabeleceu as parcerias público-privadas;
  • fim das organizações sociais e reestatização dos hospitais e serviços privatizados, com controle dos trabalhadores e usuários;
  • expropriação dos bens dos dirigentes e empresas envolvidos em corrupção para compensar os recursos desviados do Estado;
  • aplicar os 12% previstos na Constituição;
  • taxação de 50% dos lucros dos grandes grupos privados de saúde para subsidiar a saúde pública.

César Pontes (PCO) *

  • Mais verbas para a saúde pública (não pode haver limite nos gastos para salvar a vida do povo);
  • plano de emergência para construção de hospitais e postos de saúde;
  • piso salarial de R$ 8 mil para os profissionais da saúde;
  • abertura imediata de cursos de Medicina e Enfermagem, com livre acesso nas universidades públicas para suprir a falta de profissionais.

*Candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral

Gabriel Souza (MDB)

  • Consolidar a atenção primária como coordenadora do cuidado, promovendo ações de prevenção e integração da rede de atenção;
  • reduzir os tempos de espera para consultas, exames e cirurgias por meio da gestão regional das filas assistenciais e oferta de serviços especializados;
  • aprimorar o programa SUS Gaúcho, o Assistir Regionalização CIB 50;
  • ampliar a política Saúde 60+, fortalecendo as linhas de cuidado da pessoa idosa, com atenção específica às demências e à interface com a oncologia;
  • consolidar e ampliar programas estruturantes, como Rede Bem Cuidar, Piaps, TEAcolhe, Ser Mulher, Craips, Farmácia Cuidar+, Imuniza Escola e Qualifica Vigilância;
  • qualificar as linhas de cuidado materno-infantil.

Juliana Brizola (PDT)

  • Garantir a aplicação integral do piso constitucional de 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em ações e serviços públicos de saúde, assegurando a regularidade dos repasses ao SUS estadual e aos municípios;
  • fortalecer a atenção primária, com ampliação do financiamento da Estratégia Saúde da Família e incentivos à fixação de profissionais em pequenos municípios e periferia;
  • implementar força-tarefa estadual para zerar as filas de espera por cirurgias eletivas, exames de alta complexidade e consultas especializadas, usando a capacidade ociosa de hospitais comunitários, filantrópicos e universitários, contratando turnos extras e implementando Unidades Móveis de Diagnósticos;
  • fortalecer as redes de saúde mental, materno-infantil e de atenção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Luciano Zucco (PL)

  • Reduzir as filas com atendimento no tempo certo; organizar uma fila única e transparente;
  • fortalecer a atenção primária;
  • regionalizar a atenção especializada;
  • fomentar e fortalecer os consórcios municipais;
  • investir na infraestrutura dos hospitais; integrar urgências e emergências;
  • ampliar a saúde digital (teleconsulta, telediagnóstico, monitoramento remoto);
  • integrar os dados do paciente;
  • acelerar o diagnóstico e o tratamento do câncer.

Marcelo Maranata (PSDB)

  • Organizar a rede estadual em sete grandes polos regionais de saúde, com centros de especialidades próximos à residência dos pacientes;
  • reduzir a chamada “ambulancioterapia”, evitando que cidadãos precisem percorrer centenas de quilômetros para consultas, exames ou procedimentos que podem ser regionalizados;
  • aperfeiçoar e integrar os sistemas estaduais de regulação e acompanhamento das filas do SUS, incluindo o Gercon, os painéis de regulação e o SUS Gaúcho.

Priscila Voigt (UP)

  • Garantia de investimento massivo na saúde estadual;
  • valorização dos profissionais da saúde, abertura de concurso público e convocação dos aprovados nos concursos anteriores;
  • contratação direta em 100% das atividades do SUS em todos os municípios do Estado;
  • obrigatoriedade para que todos os políticos eleitos do Estado e suas famílias usem o SUS;
  • fim da destinação de recursos públicos para planos privados.

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