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SANTA CRUZ

Acolhimento de crianças e adolescentes adotados é tema de capacitação

Foto: Rodrigo Assmann

Mais de 50 educadores sociais participam do encontro promovido pela Unisc

Entender a realidade e acolher as crianças e adolescentes adotados é o principal objetivo do projeto de pesquisa e extensão Escola que Acolhe a Adoção. A capacitação pioneira na região é promovida pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), em parceria com a Associação de Projeto Educacional e Social para Crianças e Adolescentes (Aesca). A segunda etapa da iniciativa ocorreu ontem no Bairro Santuário, com mais de 50 participantes.

Destinada aos educadores sociais e às equipes técnicas dos 13 serviços da Aesca, a primeira fase foi realizada em agosto com reflexões sobre adoção e acolhimento institucional. Já o encontro de ontem buscou aprofundar conteúdos e ampliar as percepções a partir de vivências.

Patrícia Rosas Rodrigues, pedagoga atuante no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, destacou que são esses momentos de análise e debate que contribuem para conduzir melhor as situações. “Colocar em prática os ensinamentos fará diferença na vida dos atendidos pela associação. A fala não violenta, o respeito, a escuta ativa e o olhar voltado para a trajetória até chegarem ao ambiente escolar, por exemplo, promovem relações mais empáticas”, explicou.

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A criança e o adolescente adotados carregam uma bagagem emocional, como define a coordenadora do projeto, Karina Meneghetti Brendler. A partir da própria experiência como mãe adotiva, a advogada criou o Escola que Acolhe a Adoção para fortalecer as famílias e colaborar com entidades de atendimento. “A ideia é fazer com que os educadores percebam quem são essas crianças. Trouxemos a narrativa da mochila infantil para que possam entender o que cada estudante leva consigo desde a gestação até ser adotado por uma família”, detalhou Karina.

Karina é a coordenadora do projeto | Foto: Rodrigo Assmann

Preparados para lidar com situações difíceis

O diretor administrativo da Aesca, João da Rocha, afirmou que a capacitação é muito importante e colabora para que possam exercer um trabalho mais assertivo com cada aluno. “A maioria dos nossos atendimentos acontece dentro de comunidades em situação de vulnerabilidade social. Por isso, precisamos estar preparados para escutar e lidar com situações difíceis.”

O projeto conta com o apoio financeiro do Sicredi, por meio do Fundo Social, e visa oferecer uma formação completa aos participantes. Segundo a coordenadora da capacitação, o próximo passo é engajar outras instituições educacionais de Santa Cruz do Sul e da região abrangida pela Unisc.

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