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PATRIMÔNIO

Casa das Artes transforma prédio centenário em espaço de aprendizado

A Casa das Artes Regina Simonis, localizada no centro de Santa Cruz do Sul, transformou a própria estrutura centenária de 1922 em um laboratório para a formação prática em conservação e restauração. Promovida pela Associação Pró-Cultura de Santa Cruz do Sul (APC-SCS) e pela Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos de Santa Cruz do Sul (Seasc), a iniciativa conquistou o primeiro lugar na classificação geral do Edital de Educação Patrimonial do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS).

Com 15 vagas preenchidas em um formato imersivo entre os dias 25 e 27 de setembro, o curso “Casa das Artes: o Patrimônio como ferramenta viva de aprendizado” aproximou estudantes, profissionais e membros da comunidade dos procedimentos de salvaguarda do bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). A abertura contou com palestra do arquiteto e urbanista Alex Brino, marcando o início das atividades de sensibilização sobre o acervo edificado e a preservação da história no Vale do Rio Pardo.

O grande diferencial do projeto esteve na transmissão dos ofícios e saberes tradicionais da restauração arquitetônica diretamente na estrutura do prédio. Em vez de limitar-se a aulas teóricas, a programação permitiu que os inscritos executassem investigações e intervenções aplicadas sobre os materiais originais. O foco priorizou o reconhecimento do patrimônio cultural como elemento vivo da identidade e memória da região.

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A coordenação geral ficou a cargo da arquiteta e urbanista Carolina Knies, presidente da APC-SCS. A execução do projeto financiado pelo CAU/RS reafirma o papel pedagógico dos espaços históricos regionais, fortalecendo a capacidade da comunidade de atuar como multiplicadora na conservação e valorização dos bens culturais locais.

Especialista ensina técnicas no prédio

As oficinas foram ministradas pela conservadora-restauradora e artista visual Flávia Duque-Estrada, profissional que atua na área desde 1998. Em seu currículo constam intervenções de preservação em marcos arquitetônicos nacionais de relevância, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes e o Palácio Guanabara.

No edifício de estilo eclético erguido originalmente para abrigar o Banco Pelotense, a especialista orientou diagnósticos e práticas de manutenção preventiva. A troca de saberes enfocou metodologias aplicadas para proteger a integridade histórica dos bens sem descaracterizar seus traços originais.

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