A falta de óleo diesel em postos pegou os santa-cruzenses de surpresa nos últimos dias. O cenário, no entanto, oscila de um estabelecimento para outro. Enquanto alguns ainda mantêm o fornecimento de forma regular, outros já tiveram registros de transtornos. O fato, no entanto, tem ocorrido em diversos municípios gaúchos.
O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro) tem recebido relatos quanto a restrições ou atrasos na entrega do combustível. Conforme publicado pela entidade, também há registros para a escassez de gasolina premium por parte das companhias para as revendas.
Uma das razões seria o fato de que a gasolina brasileira passou a ter 32% de etanol em sua composição, o que aumentou a procura pelo tipo premium, que possui 25% de etanol, ocasionando produção insuficiente. Com isso, as distribuidoras não estão conseguindo aumentar suas cotas de compra de diesel na Petrobras.
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As dificuldades são maiores para os postos independentes, já que não têm contratos com as companhias, e para os transportadores-revendedores-retalhistas. No mês de agosto, o Estado detinha diesel estocado, mas, devido ao melhor custo local em relação às demais unidades da Federação, distribuidoras de outras regiões buscaram o combustível, diminuindo as reservas.
Entenda
Segundo o Sulpetro, como cerca de 30% do diesel e mais de 10% da gasolina consumidos no Brasil são importados, parte considerável do abastecimento nacional depende das condições do mercado externo. E, diante da imprevisibilidade dos conflitos no Oriente Médio, a entidade vislumbra um cenário de preocupação e incertezas para o abastecimento nas próximas semanas, especialmente pelo fato de que o País depende de 93% do transporte rodoviário para o deslocamento de bens de consumo.
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