Escrever é uma arte. Disso ninguém duvida, uma vez que implica em expressão. E expressar-se envolve o domínio eficiente de um recurso que permite a cada pessoa, a cada ser humano, comunicar-se ou compartilhar de si para os demais. No caso da escrita, além da preocupação em fazê-lo com eficiência, alcançando o objetivo pretendido, há ainda o fascínio de enviar um legado, o do seu pensamento (pela via da ficção ou da não ficção) para o futuro.
Sobre esses dilemas reflete o jornalista e tradutor paulista Roberto Taddei em seu livro Ser escritor: liberdade e consciência na criação literária, obra que acaba de ser lançada pela Companhia das Letras, em 208 páginas, a R$ 79,90. Mestre em Escrita Criativa pela Columbia, apoia-se em sua própria vivência de autor de ficção. Entre seus romances estão Terminália, de 2013, pela Prumo; e A segunda morte, este de 2023, já pela Companhia das Letras.
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Em tom de ensaio, de crítica literária e reflexão sobre a importância e as especificidades do ato de escrever, com os mais variados propósitos, o livro de Taddei é um convite para que profissionais de todas as áreas levem muito a sério o ato da expressão em palavras.
O autor não apenas se apoia sobre a sua própria experiência na criação literária, mas investiga a obra de vários escritores referenciais na literatura universal. Entre eles estão Clarice Lispector, Cidinha da Silva e Geovane Martins, que produziram em língua portuguesa, mas igualmente expoentes internacionais do quilate de Virginia Woolf, Anton Tchekhov, Jorge Luis Borges, Alice Munro e J.M Coetzee, clássicos em todo o mundo.
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