Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

SANTA CRUZ

Apae alerta que precisa de mais recursos para garantir continuidade dos serviços

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Santa Cruz do Sul atende atualmente cerca de 650 pessoas nas áreas de saúde, educação e assistência social. O trabalho desenvolvido pela instituição e os desafios para manter os serviços foram apresentados pela diretora institucional, Rosemari Hoffmeister, durante a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda-feira, 6.

Ao iniciar a manifestação, Rosemari esclareceu que a Apae presta atendimento gratuito, mas que não recebe usuários por procura espontânea. “Quando falamos em porta de entrada, é a forma de acesso. Quando falamos em financiamento, é a forma como o serviço é custeado”, explicou. Segundo ela, o ingresso nos serviços ocorre exclusivamente por encaminhamentos da rede pública.

Educação atende 102 alunos

Na área da educação, a Apae mantém uma escola especial com 102 estudantes, encaminhados pela Secretaria Municipal de Educação e pela 6ª Coordenadoria Regional de Educação.

Publicidade

LEIA MAIS: Pacientes de baixa renda poderão pagar metade do valor de consultas médicas em Santa Cruz

Conforme a diretora, o financiamento da educação ocorre por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), mas não contempla todos os alunos atendidos. Atualmente, os recursos cobrem apenas 70,5 matrículas.

“Os 31 alunos que não estão na cobertura do Fundeb a instituição precisa custear com recursos próprios”, afirmou. Segundo ela, essa diferença é coberta por meio de eventos beneficentes, do brechó da entidade, contribuições dos associados e outras ações de arrecadação.

Publicidade

Clínica de reabilitação acumula déficit

Rosemari também detalhou o funcionamento da clínica de reabilitação intelectual, referência para Santa Cruz do Sul e Vera Cruz. O acesso ocorre por encaminhamento das unidades de saúde, passando pela Central de Regulação do município.

A clínica oferece atendimentos de psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicopedagogia e outras especialidades voltadas às pessoas com deficiência intelectual.

LEIA TAMBÉM: Santa Cruz conquista nota máxima em ranking da qualidade contábil e fiscal

Publicidade

Segundo a diretora, o serviço registrou déficit de R$ 805 mil em 2025, o equivalente a cerca de R$ 65 mil por mês.

“Não tem como manter um serviço sem que nós tenhamos financiamento”, destacou. Ela explicou que o custeio da clínica ocorre por meio do teto da Média e Alta Complexidade (MAC), do governo federal, com complementação do município, mas defendeu maior participação das demais esferas públicas.

“O financiamento é tripartite. Então, tem que se buscar que as outras esferas também venham a fazer o financiamento desse serviço”, afirmou.

Publicidade

CAS TEAcolhe amplia atendimento a autistas

A diretora também abordou o funcionamento do CAS TEAcolhe, serviço especializado em reabilitação para pessoas com transtorno do espectro autista, implantado em maio deste ano.

Ela agradeceu aos vereadores pela aprovação, em regime de urgência, do convênio que permitiu o início dos atendimentos.

LEIA TAMBÉM: Vereador propõe instalar Secretaria de Segurança e Centro de Atendimento ao Turista no Quiosque

Publicidade

“Agradecemos essa Casa, que em caráter de urgência votou a questão do convênio com o município e garantiu que esse recurso chegasse de forma rápida para cobrir os custos do serviço já iniciado”, disse.

Assim como ocorre na clínica, o acesso ao CAS TEAcolhe depende de encaminhamento pela rede pública de saúde. A expectativa da instituição é atingir, nas próximas semanas, a marca de 150 usuários e aproximadamente 1,2 mil atendimentos por mês.

Assistência social atende usuários e famílias

Na área da assistência social, a Apae mantém grupos de convivência para 120 pessoas entre 18 e 59 anos e executa o serviço de Centro-Dia, que atende outros 77 usuários.

Segundo Rosemari, além do atendimento às pessoas com deficiência, a instituição também acompanha suas famílias. “Quando falamos em assistência social, falamos em atendidos e suas famílias, porque acabamos ajudando a organizar toda a questão da assistência necessária para essas famílias”, explicou.

Ela ressaltou que o acesso ocorre exclusivamente por encaminhamento dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), com exigência de inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).

LEIA TAMBÉM: CadÚnico amplia mutirões em Santa Cruz; confira o cronograma

Instituição depende da comunidade

Ao encerrar a participação, Rosemari lembrou que a Apae completa 63 anos de atuação em Santa Cruz do Sul, conta com uma diretoria formada por voluntários e mantém cerca de 92 colaboradores.

Segundo ela, aproximadamente 60% dos atendimentos realizados atualmente estão concentrados na área da saúde, o que aumenta os custos da instituição. “Quem acha que a Apae é só assistência ou só escola precisa conhecer a realidade. Hoje, 60% do nosso atendimento é na saúde e nós precisamos continuar mantendo isso”, afirmou.

A diretora reforçou que a entidade depende da mobilização da comunidade para manter os serviços. “Além dos convênios públicos, nós contamos muito com os nossos eventos, o brechó, os associados e o voluntariado. Precisamos pensar em como continuar mantendo esses atendimentos, porque quem precisa da reabilitação intelectual também precisa ter uma porta de entrada na saúde”, concluiu.

LEIA MAIS NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.