Produtores, lideranças sindicais e entidades representativas ligadas ao setor do tabaco participam na próxima segunda-feira, 25, de uma mobilização em defesa da fumicultura. A atividade ocorre em Santa Cruz do Sul, com concentração em frente ao Parque da Oktoberfest a partir das 9h30. A principal pauta é a valorização do produto, que envolve mais de 150 mil famílias no agronegócio brasileiro e corresponde a motor fundamental na economia do Vale do Rio Pardo.
São esperados centenas de agricultores de diferentes municípios gaúchos. A mobilização foi definida pela Comissão do Tabaco da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). O objetivo é levar a importância da pauta a empresas e governos, após uma série de relatos de fumicultores sobre dificuldades enfrentadas na venda do produto na atual safra.
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A entidade explica que o movimento ocorre após uma série de reuniões, articulações e agendas realizadas nos últimos meses pelas organizações representativas, incluindo encontros em Brasília, na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores de tabaco.
“A agricultura familiar possui papel fundamental na cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul, atividade responsável pela geração de renda e movimentação econômica em centenas de municípios gaúchos. No entanto, os fumicultores enfrentam dificuldades relacionadas aos custos de produção, aos impactos climáticos e às questões envolvendo a comercialização e classificação do produto”, defende a Fetag-RS.
Para a entidade sindical, “a mobilização representa um importante momento de união e fortalecimento dos produtores em defesa da valorização da atividade e da sustentabilidade das famílias agricultoras.”
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Os entraves na comercialização do tabaco têm motivado manifestações de entidades representativas. Na última segunda-feira, 18, a sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, recebeu uma reunião extraordinária do Fórum Nacional da Integração (Foniagro). Com participação da Comissão Representativa dos Fumicultores, SindiTabaco e empresas fumageiras, o encontro cobrou respostas sobre a comercialização do produto e espera mudanças para dar mais transparência, equilíbrio e segurança ao processo de compra da safra.
Na semana passada, o SindiTabaco já havia se manifestado sobre as discussões e defendeu que qualquer mudança ou futura discussão sobre modelos de negociação de preços na cadeia produtiva depende, obrigatoriamente, de uma manifestação formal e análise técnica do órgão antitruste oficial brasileiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O posicionamento sinaliza uma blindagem jurídica da indústria contra tentativas de tabelamento ou negociações coletivas de preços fora dos âmbitos validados pela legislação concorrencial.
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