Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

SAÚDE

Calor do verão aumenta o risco de infecção urinária

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

Um problema do calor do verão é que aumenta o risco de infecção urinária, principalmente em mulheres. Isso acontece porque elas têm uma anatomia que já propicia o risco de infecção urinária, quando comparadas aos homens.
Segundo a médica Andrea Pio de Abreu, no verão é muito frequente que as mulheres usem roupas íntimas úmidas, como biquínis, que permanecem molhados durante muito tempo, e mesmo calcinhas, que ficam úmidas pelo suor.

Isso, ela explica, pode propiciar o surgimento de microorganismos. E a falta de ingestão de água faz com que a urina fique concentrada e não seja liberada. “Muitas mulheres não vão ao banheiro para urinar vezes suficientes, o que favorece também o crescimento de micro-organismos”, salienta.

LEIA TAMBÉM: Como fica a vida sexual durante a menopausa?

Outro problema apontado pela médica é que nos pacientes que já têm outro fator de risco, diminuir a ingestão de água pode propiciar o surgimento ou desenvolvimento de cálculos renais. “Os cálculos renais envolvem vários fatores de risco. Um deles é a diminuição da ingestão de líquidos”. Andrea salienta, contudo, que nem todas as pessoas com ingestão insuficiente de líquidos no verão terão cálculo renal. Do mesmo modo, nem todos que bebem muitos líquidos durante a estação do calor estão livres de ter o mesmo problema. “Mas para aquelas pessoas que apresentam outros fatores de risco, o fato de não beber água, sobretudo no verão, faz com que elas aumentem a probabilidade de ter cálculo renal”.

A nefrologista Lygia Vieira, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), alerta que as pessoas devem ficar atentas, porque o quadro de cólica renal é mais comum nesta estação do ano. “Nessa época, o corpo desidrata mais facilmente e a ingestão de líquido nem sempre acompanha a necessidade de reposição adequada. Dessa maneira, a urina fica mais concentrada e propicia a formação de cálculos. Também no período de festas e férias, há maior consumo de bebidas alcoólicas. Isso inibe o hormônio antidiurético, estimulando assim a diurese tendendo à desidratação”, explica. Lygia recomenda que o serviço de emergência seja procurado nos quadros de dor lombar com ou sem hematúria.

LEIA MAIS: Pós-menopausa: o que muda no corpo da mulher

Quer receber as principais notícias de Santa Cruz do Sul e região direto no seu celular? Então faça parte do nosso canal no Telegram! O serviço é gratuito e fácil de usar. Basta clicar neste link: https://t.me/portal_gaz. Ainda não é assinante Gazeta? Clique aqui e faça sua assinatura!

Mais sobre

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.