O custo da cesta básica nacional em Santa Cruz do Sul teve alta de 0,74% entre 2 de setembro e 1º de outubro, passando de R$ 710,00 para R$ 715,27. O acréscimo de R$ 5,27 foi impulsionado pelo encarecimento dos itens hortifrutigranjeiros, com destaque para o tomate, que respondeu pela maior pressão de alta. Dos 13 produtos pesquisados, oito apresentaram majoração de preços e cinco registraram redução ao longo do mês.
O vilão do período foi o tomate, com contribuição individual de 4,37% na variação total, seguido pela batata-inglesa (0,69%) e pela banana (0,47%). Em contrapartida, promoções pontuais em estabelecimentos locais amorteceram um impacto inflacionário mais severo.
A carne bovina foi o principal freio do indicador, com contribuição de -4,98%, acompanhada pelo café em pó (-0,21%) e leite tipo C (-0,19%). Esses itens registraram recuo nos valores praticados nas prateleiras.
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A alta de setembro consolida uma trajetória ascendente no acumulado do ano e em 12 meses. Em 2026, a cesta nacional acumula variação positiva de 12,36% no município, o que representa um encarecimento de R$ 78,70. Já no confronto com outubro de 2025, a elevação chega a 11,09%, adicionando R$ 71,44 ao custo total do conjunto de alimentos essenciais.
Como ficaram os preços

Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 5,9 mil
A partir dos custos apurados pela pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Cepe) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), é possível estimar o rendimento necessário para suprir as despesas básicas de uma família formada por dois adultos e duas crianças.
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Aplicando a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo ideal em Santa Cruz do Sul deveria ter sido de R$ 5.963,90 em setembro. O valor equivale a 3,67 vezes o piso nacional vigente pago no início de outubro.
A composição da cesta segue o Decreto-Lei 399, de 1938, que regulamentou a Lei 185, de 1936, responsável por instituir o salário mínimo no Brasil como remuneração capaz de cobrir alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.
O levantamento do Cepe/Unisc é realizado nas principais redes de supermercados da cidade e reflete os preços praticados na data da coleta, considerando variações de marcas e ofertas do dia.
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