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Chuvas afetam 563 mil pessoas e matam quatro no Rio Grande do Sul

Cheia do Rio Taquari encobre acessos e atinge casas em Vila Mariante

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira, 18, deixaram quatro mortos, três feridos e um desaparecido no Estado. Até as 17h11 desta terça-feira, 22, o número de pessoas afetadas pelas intempéries chegava a 563.931, segundo dados atualizados do Aviso 17 do Centro Militar de Defesa Civil (CMDEC). O levantamento aponta ainda 703 desabrigados e 3.231 desalojados.

As mortes foram registradas em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, com três óbitos confirmados e um ferido, e em Pelotas, no Sul do Estado, com uma morte. A cidade de Pelotas também concentra o maior contingente de atingidos: um vendaval impactou 336.151 moradores. Já no município de Guaporé, atingido por fortes enxurradas, registraram-se os maiores estragos estruturais, totalizando 658 danos materiais, entre residências destruídas ou alagadas e prédios públicos danificados.

Ao todo, 145 dos 155 municípios monitorados relataram prejuízos resultantes de vendavais, chuvas intensas, granizo, enxurradas, deslizamentos e alagamentos. Entre o patrimônio atingido em todo o território gaúcho, contabilizam-se 22 casas destruídas, 2.177 destelhadas e 852 alagadas, além de danos em 53 escolas e 25 postos de saúde.

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As informações são compiladas de forma preliminar pelo Sistema de Gerenciamento de Riscos e Desastres do Centro Militar de Defesa Civil (SisGer-CM) e permanecem sob validação contínua junto às Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC), Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) e ao Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID).

Na região, a atenção permanece voltada para o Rio Taquari em Vila Mariante,  no município de Venâncio Aires, onde o nível chegou a 14,40 metros na leitura das 15 horas desta terça-feira (22). A marca estava acima da cota de inundação da localidade, estabelecida em 14 metros.

A Defesa Civil segue em monitoramento constante da situação, acompanhando a evolução do nível do rio e mantendo as equipes à disposição para prestar o suporte necessário às comunidades. Conforme o secretário de Segurança Pública e Defesa Civil, Luciano Teixeira, o acompanhamento permanece ao longo do dia.

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