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CAUSA ANIMAL

Com dificuldades financeiras, ONG Protetores considera encerrar atuação de 13 anos; veja como ajudar

Foto: Arquivo Pessoal

Francine: entidade precisa reorganizar as finanças para continuar o trabalho

A ONG Protetores de Santa Cruz do Sul, que atua há mais de 13 anos, considera encerrar as atividades diante da situação financeira que enfrenta. O alerta foi feito em uma publicação nas redes sociais na qual a organização informou que acumulou quase R$ 30 mil em dívidas com clínicas veterinárias, laboratórios e hospedagens.

De acordo com a voluntária Francine Camara, os débitos foram acumulados ao longo do tempo, principalmente em razão dos tratamentos necessários aos animais resgatados. A ONG, que atua há mais de 13 anos, sempre trabalhou com recursos limitados e, segundo ela, manteve as despesas próximas da capacidade de arrecadação.

Durante quase um ano, uma emenda parlamentar destinada a hospedagens e diárias de internação permitiu aliviar parte das despesas. Com o fim do recurso, porém, os compromissos permaneceram. O cenário se agravou com a continuidade dos custos e a redução das adoções e dos lares temporários disponíveis. As obras da sede própria também estão paradas por falta de recursos.

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A entidade conta com o apoio da Prefeitura em castrações, tanto para animais resgatados quanto para tutores de baixa renda. Entretanto, Francine avalia que a demanda da causa animal ultrapassa a capacidade de atuação individual das organizações.

A possibilidade de encerramento, segundo a voluntária, ainda não está definida. O comunicado foi tratado como um pedido de socorro para que a ONG consiga reduzir os débitos e recuperar condições de manter o trabalho de forma sustentável.

Para Francine, o desgaste também chegou aos voluntários, que conciliam a atuação na ONG com empregos, famílias e outras responsabilidades. Ela afirma que a equipe frequentemente utiliza recursos próprios para atender às necessidades da organização. “Não estamos cansados de amar ou de cuidar dos animais. Estamos cansados de tentar sustentar uma demanda enorme com recursos e pessoas limitadas”, resumiu.

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Animais resgatados não devem ser abandonados

Atualmente, 20 animais estão sob responsabilidade da entidade, alguns deles ainda em tratamento. Somente as hospedagens representam aproximadamente R$ 9 mil por mês. O valor não inclui alimentação, medicamentos, consultas, exames e outras despesas necessárias.

Conforme Francine, os animais que estão em hospedagens foram encaminhados para esses locais após resgates, tratamentos ou situações em que não havia um lar temporário disponível. Ressaltou ainda que a ONG também precisa reassumir a responsabilidade quando um animal adotado é devolvido. Com a redução das adoções e dos lares temporários, a permanência nas hospedagens se tornou mais longa.

Caso as atividades sejam encerradas, a prioridade será manter os animais que já estão sob responsabilidade da ONG até que encontrem novas famílias. A entidade reforçou que não vai abandoná-los, mas não iria assumir novos resgates.

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Formas de ajudar

Doações podem ser feitas pelo Pix 25.332.027/0001-02. Também é possível ajudar diretamente as clínicas veterinárias e hospedagens parceiras da ONG. Quem tiver condições pode adotar um dos animais ou oferecer um lar temporário. Essas alternativas ajudam a diminuir a necessidade de hospedagem paga. Compartilhar as publicações da ONG e os animais disponíveis para adoção amplia o alcance dos pedidos e pode ajudar a encontrar novas famílias.

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