O Rio Grande do Sul registrou, de acordo com os dados oficiais, 52 feminicídios em 2026. O assunto mobilizou as equipes de campanha para a inserção de medidas punitivas e preventivas sobre esses crimes. Além disso, os candidatos falam em integração das informações policiais como forma de combate à criminalidade. O incentivo ao setor também passa pela pretensão de ampliar o efetivo e dar mais infraestrutura para que os servidores exerçam o seu trabalho. Há candidaturas que defendem o fim da militarização da Brigada, um assunto que já pautou o Piratini em outras gestões.
Nos planos de governo

Marcelo Maranata (PSDB)
– Fortalecer as estruturas estaduais de inteligência e integrá-las às polícias Civil, Militar e Penal;
– criar uma força estadual permanente de inteligência cibernética para combater estelionatos, fraudes digitais, lavagem de dinheiro e crimes praticados por organizações criminosas;
– colocar o combate ao feminicídio no centro da política de segurança pública, com prevenção baseada em avaliação de risco, resposta rápida ao descumprimento de medidas protetivas, integração da Patrulha Maria da Penha, do Monitoramento do Agressor, das delegacias especializas, da saúde, da assistência social do MP e do Judiciário.
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Priscila Voigt (UP)
– Implementação de real política de combate à violência contra as mulheres e as crianças, implementação de delegacias 24 horas em todas as regiões e no máximo de cidades do Estado, politica de moradia e emprego para mulheres vítimas de violência;
– fortalecimento das casas de referência voltadas para os direitos das mulheres;
– proibição de operações militares em vilas e favelas;
– desmilitarização da Brigada Militar;
– punição exemplar para os policiais que tiverem praticado crime de tortura e execuções.

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Rejane de Oliveira (PSTU)
– Não à repressão às lutas dos trabalhadores, da juventude, dos indígenas e do povo negro, das mulheres e da comunidade LGBTI;
– fim do encarceramento em massa da juventude pobre e negra;
– desmilitarização da Brigada;
– direito de sindicalização e trabalhistas aos policiais, bem como de manifestação;
– descriminalização das drogas com controle do Estado;
– garantir a segurança nos bairros e praças, com iluminação, infraestrutura de áudio e vídeo, fomentando atividades culturais, esporte e lazer.

César Pontes (PCO)*
– Dissolução da Polícia Militar e de todo o aparato “repressivo”;
– direito de autodefesa dos trabalhadores da cidade e do campo;
– formar comitês de autodefesa dos trabalhadores da cidade, do campo e das comunidades de indígenas;
– fim de todo tipo de censura, com liberdade irrestrita de expressão, na imprensa, na internet, nas ruas (abaixo a Lei Felca).
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*Candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral

Gabriel Souza (MDB)
– Consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional e internacional em segurança pública, fortalecendo a governança, a integração institucional e a gestão baseada em resultados;
– ampliar a presença do Estado e a proteção da população por meio de estratégias de policiamento de proximidade, prevenção da violência e enfrentamento qualificado ao crime organizado;
– incorporar tecnologia, inteligência e inovação para aumentar a efetividade das ações e fortalecer a sensação de segurança da população;
– dar continuidade à política de recomposição responsável dos efetivos.
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Juliana Brizola (PDT)
– Fortalecer a inteligência policial e o enfrentamento ao crime organizado, com a criação de um Centro Integrado de Inteligência de Fronteira, articulando Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças dos países vizinhos no combate ao tráfico de armas, munições e drogas;
– a Polícia Civil contará com estrutura especializada no enfrentamento aos crimes cibernéticos, estelionatos virtuais, fraudes bancárias e golpes digitais, com capacidade de investigação e resposta rápida para bloqueio de contas fraudulentas;
– ampliar os mecanismos de segurança e bloqueio tecnológico, com bloqueadores de sinais, scanners corporais e sistemas antidrones.

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Luciano Zucco (PL)
– Desarticular o crime organizado;
– descapitalizar as organizações criminosas;
– integrar a inteligência policial;
– ampliar o cercamento eletrônico;
– regular o uso de tecnologias policiais;
– gerir a segurança por resultados;
– recompor e equipar as forças de segurança;
– modernizar a perícia criminal;
– combater armas, drogas e receptação;
– combater os crimes digitais;
– fortalecer a segurança rural;
– combater invasões e proteger a propriedade rural.
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