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Das homenagens

Um dia, há pouco tempo, ao assistir à final do campeonato de futebol de Monte Alverne, o ex-vereador e secretário Elo Schneiders veio ao meu encontro e perguntou se poderia me fazer uma surpresa, embora ciente de que não era muito chegado a tais coisas. Sem saber do que se tratava, respondi que, se fosse algo bom, por certo não haveria problema.

E ficou por isso, até que um tempo depois veio a apresentar a proposta de conceder-me o título de Cidadão Honorário do Município, que acabou sendo aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores (“pelos relevantes serviços prestados para toda comunidade”) e entregue oficialmente no último dia 7 de dezembro, ao lado de mais quatro homenageados no ano (médico Marcelo Carneiro; coordenador da Defesa Civil, tenente Joaquim José Dias Barbosa; professor e advogado José Antônio Paranhos Luz, os três Cidadãos Santa-cruzenses; e ginetedestaque Fábio Teixeira da Silveira, Mérito Desportivo).

De fato, nunca foi preocupação pessoal a busca de troféus e louros, mas também não há como negar que receber um reconhecimento faz muito bem, como já aconteceu, por exemplo, em 2002, quando, também de surpresa, sociedades típicas da cultura alemã da região de Monte Alverne me entregaram placa de “gratidão e homenagem” pela “incansável colaboração prestada”. A lembrança vem ao comemorarmos em nossa terra a Semana dos 171 anos de Imigração Alemã, dessa forma honrando as caras tradições dos imigrantes, que não podem ser esquecidas.

Assim também agora, ao agradecer a distinção recebida e a saudação do vereador Alberto Heck, em nome da Câmara, registrei que, apesar de às vezes se questionar sua validade, devia ser considerado “o elevado sentido” de tais atos, não só para quem é homenageado, mas para toda a comunidade. Isso porque, disse, saber reconhecer outro ser humano e suas ações, acima das falhas e erros que lhe são naturais e intrínsecos, é um gesto que revela grandeza e pode servir de motivação e eventual exemplo no meio em que se vive, dentro do ímpeto maior que deve impulsionar a todos, o de buscar sempre um aprimoramento da sua existência.

Lembrava ainda, citando filósofos, que em outros tempos a honra era considerada o melhor êxito pessoal e em tempos atuais se valoriza mais os bens amealhados na vida, com data de validade, mas que ela ainda é e pode ser uma referência em nossas vidas. Do mesmo modo, quando a política e seus agentes são tão achincalhados, expus que essa atividade precisa ser defendida, por ser fundamental para o espinhoso, mas indispensável exercício da democracia, o melhor caminho para o bem comum, assim como os que se dedicam a essa verdadeira missão, tão atacada por estar tão exposta, mas que nada mais é do que a representação fiel da população, com seus defeitos e suas virtudes.

A eles, por isso mesmo, expressei admiração e respeito pela disposição em manter vivo o verdadeiro sentido da política, do que dependemos todos e devemos participar como cidadãos conscientes e pessoas que amam o próximo como a si mesmas, mensagem que se renova no Natal que se aproxima e que precisamos incorporar cada vez mais em nossas vidas.

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