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FUMICULTURA

Entrega do tabaco avança de forma mais lenta na safra 2025/2026

Foto: Felipe Krause

A entrega da safra de tabaco 2025/2026 segue em ritmo mais lento nos três estados do Sul do Brasil. Dados atualizados até esse sábado, 11, apontam que 24,9% da produção foi direcionada às indústrias no Rio Grande do Sul, percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.

O índice chega a 41,3% em Santa Catarina e a 38,1% no Paraná. Na média da Região Sul, 33,2% do tabaco foi enviado para o processamento. Quando analisada por tipo, a compra do Virgínia, por exemplo, alcança cerca de 30% na Região Sul. No Rio Grande do Sul, esse percentual é ainda menor, ficando em 18,8%.

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De acordo com o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, o ritmo mais lento tem duas explicações principais: o atraso na colheita e a postura mais cautelosa dos produtores na hora de efetuar a venda.

“Nós temos neste ano um pequeno atraso em relação à safra anterior. Primeiro pela questão climática, que atrasou a colheita. E em segundo lugar, pela expectativa do produtor em relação ao preço, que faz com que ele aguarde mais para comercializar”, afirma. No mesmo período do ano passado, cerca de 43% da produção da Região Sul já havia sido entregue.

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Qualidade é considerada boa, mas preço preocupa

Apesar do ritmo atual, a avaliação geral da qualidade do tabaco é positiva. Segundo Marcílio Drescher, a maior parte da produção apresenta padrão entre “normal e bom”, com variações pontuais em função de eventos climáticos, como o excesso de chuvas em algumas regiões.

Mas ele aponta preocupação com a remuneração ao produtor, especialmente pela falta de diferenciação mais clara nos preços pagos conforme a qualidade do tabaco. “O que se constatou é que muitas vezes não há uma valorização adequada para quem produz com mais capricho e qualidade. Isso precisa melhorar para ser justo com o produtor”, afirma.

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O cenário atual também reflete um aumento na oferta de tabaco, tanto no Brasil quanto em outros países produtores, o que acaba pressionando os preços. Segundo Drescher, o equilíbrio entre oferta e demanda é fundamental para garantir rentabilidade. “Quanto mais oferta – e se essa oferta for desequilibrada com a procura –, o preço cai. Isso vale para qualquer produto, e com o tabaco não é diferente”, destaca.

Tradicionalmente, a entrega do tabaco se estende até meados de julho. Neste ano, no entanto, a tendência é de prolongamento do período de vendas. Com o ritmo atual, Drescher projeta que parte das negociações pode avançar até agosto, de 15 a 20 dias além do padrão histórico.

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Estruturação do próximo plantio exige cautela

Diante do cenário, a orientação da Afubra para os fumicultores é de planejamento cuidadoso da próxima safra, com foco no equilíbrio entre área plantada, mão de obra disponível e capacidade de produção. “Menos é mais. Ou seja, menos oferta, mais dinheiro no bolso”, orienta Marcílio Drescher. Além disso, ele reforça a importância de investir na qualidade e na correta classificação do tabaco, fatores decisivos para a valorização no momento da venda.

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