Um gol nos acréscimos, um pênalti decisivo, decisões da arbitragem, a má fase da dupla Gre-Nal ou a matemática para escapar do rebaixamento podem acelerar o coração de quem acompanha o futebol. Essa reação costuma passar quando a emoção diminui, mas exige atenção redobrada de torcedores com fatores de risco ou doenças preexistentes. Nesse contexto, a operadora de saúde Hapvida alerta para os sinais do corpo que não devem ser ignorados durante os jogos.
Durante as partidas, o nervosismo libera adrenalina, substância que eleva a frequência cardíaca e a pressão arterial. “A atenção à pressão é fundamental”, explica a cardiologista Janaina Barea. O alerta tem peso especial no Sul do país, onde 36,4% dos adultos têm hipertensão arterial, conforme dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), promovida pelo Ministério da Saúde.
Segundo a médica, emoções intensas podem desencadear arritmias, dores no peito ou até mesmo infarto, sobretudo em indivíduos com hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou histórico de problemas cardíacos. A duração e a intensidade do estresse influenciam diretamente no nível de risco. “Para algumas pessoas, essa resposta do organismo é passageira e não oferece perigo iminente”, ressalta Janaina.
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A grande diferença reside na forma como o corpo se comporta após o término da tensão. Sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações, tonturas ou desmaios persistentes — principalmente se forem inéditos ou fora do padrão habitual — exigem atendimento de emergência. Tais manifestações jamais devem ser atribuídas apenas ao calor do momento. Em caso de suspeita de infarto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve ser acionado imediatamente pelo telefone 192.
Para quem já realiza tratamento contra a pressão alta ou doenças cardíacas, a orientação é manter o acompanhamento médico e não interromper o uso dos medicamentos em dia de jogo. Antes do apito inicial, a recomendação é caprichar na hidratação e manter uma alimentação equilibrada. Já durante o confronto, vale evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e monitorar as reações do próprio corpo. “Torcer faz parte da diversão, mas cuidar do coração também”, conclui a médica.
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