Uma das temáticas que mais despertam o interesse no meio corporativo esteve em destaque na tarde dessa quarta-feira, 19, em Santa Cruz do Sul. Na quarta edição do ESG Experience, os debates giraram em torno dos impactos que iniciativas de caráter ambiental, social e de governança possuem nos negócios.
Durante o encontro, organizado pela Associação Comercial e Industrial (ACI) e pela Unisc, empresários, estudantes e dirigentes de entidades conheceram os principais avanços no setor. A programação ocorreu no Memorial da universidade e reforçou a relevância de avançar em práticas com esse perfil, tanto para prospectar novos mercados quanto para acompanhar as transformações do ambiente empresarial. A cooperação entre a instituição de ensino e a entidade comercial foi evidenciada pelo pró-reitor administrativo Heron Sérgio Moreira Begnis.
Segundo Begnis, a estrutura desempenha papel estratégico para o desenvolvimento regional. A universidade, explicou, tem em sua essência o conhecimento. Os empreendedores, por sua vez, podem acessar toda a bagagem acumulada pelo campus sob diferentes aspectos.
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A partir dessa integração, conforme o professor, torna-se viável estimular o progresso local e abrir oportunidades para a expansão econômica e social. Nesse cenário, a atenção ao conjunto de diretrizes possui peso decisivo.
Ao avaliar a atividade, o vice-presidente da ACI, Tironi Paz Ortiz, ressaltou como a visão voltada ao tema tem se tornado um diferencial competitivo. “ESG deixou de ser diferencial de mercado ou parte secundária. É requisito fundamental para a empresa, transformando a realidade”, afirmou.
Na palestra de abertura, o diretor de ESG da ACI, advogado, professor universitário e doutor em Direito Ambiental Cássio Arend reforçou a importância de as organizações compreenderem a relevância dessa agenda. Segundo o especialista, é necessário um planejamento estratégico para implementar as medidas considerando a realidade em que o empreendimento está inserido.
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Na sequência, a painelista foi Thaís Lopes, gerente de Governança ESG do Grupo O Boticário. A companhia tem avançado no segmento e se tornado uma referência na área, segundo a executiva.
“Há algumas décadas que temos cuidado da agenda ESG, de sustentabilidade, responsabilidade corporativa dentro do grupo e que nos traz resultados tão consistentes”, ressaltou. O assunto é tratado de forma central na empresa, destacando o compromisso coletivo de colocar em prática as ações propostas.
Grupo se tornou referência
O grupo genuinamente brasileiro Boticário abriu as palestras no evento dessa quarta. A estrutura vai além dos perfumes e cosméticos. São 19 marcas, que representaram R$ 38,1 bilhões de faturamento em 2025, com mais de 50 mil colaboradores.
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Em todos os segmentos de ESG (ambiental, social e governança), o grupo tem conseguido implementar as ações e fazer com que a equipe abrace a ideia. Um exemplo que tem dado certo é o programa Boti Recicla. Por meio dele, os consumidores podem devolver nas lojas ou através das revendedoras as embalagens vazias para que tenham a destinação correta.
“É um exemplo de como a gente pensa isso como um todo”, explicou Thaís ao incluir nos projetos, inclusive, as tradicionais revendedoras. Assim, com acompanhamento contínuo, a companhia consegue mensurar resultados e gerenciar riscos com maior dinamismo.
Saiba mais
Além do Grupo Boticário também foram apresentados casos de sucesso das empresas JTI, Philip Morris Brasil, CBT, Peterson Solutions, Alliance One Brasil e da Fundação Pescar e da Unisc. O término foi em happy hour com debate mediado pelo gestor de rádios da Gazeta, Leandro Siqueira.
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A realização é da ACI e Unisc, com patrocínio da JTI, Peterson Control Union, China Tabacos, Alliance One, BAT, Gazeta Grupo de Comunicações, Philip Morris, Sulpel e O Boticário.
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