A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco) apresentou nessa quarta-feira, 1º, em audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, um documento consolidado a partir de três seminários regionais realizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O material reúne contribuições de operários, produtores rurais, dirigentes sindicais, empresas, municípios e especialistas. Com esse documento, o objetivo é consolidar uma posição institucional em defesa do diálogo, da participação social e da avaliação dos impactos econômicos e trabalhistas no setor.
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A partir dos debates promovidos em Santa Cruz do Sul, Mafra (SC) e Rio Azul (PR), a entidade reforça a relevância econômica e social da atividade, responsável pela sustentação de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas no País. O relatório entregue aos parlamentares defende a realização de estudos prévios de impacto, a preservação da competitividade do mercado, a valorização da mão de obra e a inclusão efetiva dos segmentos afetados por processos regulatórios e legislativos.
De acordo com o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a principal mensagem levada a Brasília é que os profissionais do setor precisam participar dos espaços de construção das políticas públicas nessa área.
“Não reivindicamos privilégios. Reivindicamos participação. Os trabalhadores precisam ser ouvidos nas decisões que impactam suas vidas, suas famílias e suas comunidades”, afirmou Marcon. Acrescentou que as medidas regulatórias devem considerar os reflexos sobre o emprego, a renda e o desenvolvimento regional.
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A audiência também marcou o fortalecimento institucional da representação da categoria. A Fentitabaco passou a integrar a direção nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), assumindo a coordenação da futura Secretaria Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo. Além disso, amplia a articulação em defesa de uma vaga na Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq).
Para o dirigente, o processo construído ao longo dos encontros regionais consolida uma agenda permanente de diálogo. “O futuro da cadeia produtiva precisa ser construído com responsabilidade, participação social e respeito aos trabalhadores. Nada de nós, sem nós”, afirmou.
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