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falando em dinheiro

Francisco Teloeken: “Dia dos Pais”

Foto: Divulgação

Por convicções pessoais, há quem ignora as datas especiais de mãe, pai, criança, mulher, avós, namorados etc. A psicóloga e escritora Magda Raupp, por exemplo, escreveu em artigo de jornal que deixou passar o Dia dos Pais sem comentários porque há muito não liga mais para essas datas especiais. Diz ela que “parece que todos se apossam de um dia do ano, ocupando de tal forma o calendário que acaba-se não tendo dias suficientes para celebrar livremente, em qualquer dia, a mãe, o pai, a criança, a mulher, os avós, a secretária… Chega o tal dia especial, compra-se um presente, prepara-se um almoço especial ou leva-se o homenageado a um restaurante e volta-se para casa, aliviado com a obrigação cumprida”.

Para a maioria, entretanto, além dos encontros especiais e dos presentes, é uma data para lembrar daquilo que os pais nos disseram, mostraram, ensinaram, enfim, o que nos fizeram de bom, mesmo sendo um castigo para corrigir algum mau comportamento. Os pais influenciam os filhos de modo único: desempenham o papel de desafiá-los, incentivando-os a correr mais riscos e desenvolvendo neles capacidades emocionais e cognitivas para enfrentar o mundo. A interação típica masculina com os filhos é bastante diferente da feminina. Estudos mostram que os pais – com mais frequência do que as mães – preferem brincadeiras que envolvem atividades físicas: balançar a criança nos joelhos, jogá-la para cima, caminhar com ela sobre os ombros, simular lutas e perseguições para aflição e desespero de muitas mães.

Como a maioria das datas especiais, o Dia dos Pais, além das festividades, é a oportunidade de tanto os filhos, quanto os pais, examinarem as questões envolvidas. Os filhos, por exemplo, precisam examinar como estão se relacionando com seus pais. O distanciamento e até rompimentos entre filhos e pais, motivados por desentendimentos e pensamentos diferentes, principalmente na política, causam impactos entre os indivíduos e efeitos nos ambientes familiares.

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Sim, pais também erram. Muitas críticas dos filhos se baseiam na sua percepção, que é pessoal, e provavelmente em suas crenças de que pais são invencíveis, não erram, não amam, não entendem e que são descartáveis depois de uma certa idade porque estariam, ou estão mesmo, desatualizados. Os males causados pela arrogância dos filhos em relação aos seus pais são lamentáveis e, muitas vezes humilhantes, causando danos irreversíveis.

Se está ruim, a melhor forma é falar o que incomoda, procurar ajuda, se for necessário, e estabelecer uma convivência pacífica e respeitosa. Maltratar nunca foi a melhor opção. O melhor caminho é aprender a gerir e resolver os conflitos familiares, até porque não há relacionamentos perfeitos.  É claro que, se houver um relacionamento abusivo, o afastamento é indispensável.

Os pais podem aproveitar a data para rever ou adotar alguns comportamentos financeiros que podem comprometer o seu futuro e, por tabela, também o dos filhos. Não há dúvida de que o desejo de amparar os filhos é enorme para qualquer pai – e mãe também -, mas é preciso ver se não está dando além de suas possibilidades atuais, o que pode criar dificuldades no futuro. É como na falta de pressurização da cabine do avião, recusar-se a colocar sua própria máscara de oxigênio antes de ajudar os outros. Por isso, há algumas questões a serem consideradas pelos pais:

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1) Criar uma reserva financeira para imprevistos: com filhos, os imprevistos e às vezes emergências são tão frequentes que mais parecem rotina. Para poder atender a essas demandas, uma maneira é contar com uma reserva financeira.

2) Contratar um seguro ou um plano de previdência privada que beneficie os filhos.

3) Fazer aplicações sistemáticas: pequenos valores mensais podem transformar-se em quantia significativa ao longo de muitos anos, “engordados” pelos juros compostos, ou seja, dos juros sobre juros.

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4) Pensar no horizonte de longo prazo: quem começa a preocupar-se com o futuro dos filhos quando pequenos ou quando ainda são um plano, pode aplicar em produtos de maior risco e obter maiores retornos, tendo em vista um horizonte de 15 anos ou mais.

5) Reverter em benefício próprio: o dinheiro acumulado para poder prover o futuro de seus filhos poderá fortalecer a sua reserva para a aposentadoria. Tendo passado bons princípios, ter dado bons exemplos e oferecido boa educação a seus filhos, quando eles começarem a voar sozinhos, as obrigações dos pais também podem diminuir, podendo usufruir do capital acumulado.

É comum pais estarem dispostos a todos os sacrifícios em nome de um futuro melhor para os filhos. Economizam, criam uma poupança pensando em proporcionar estudos e bem-estar para eles. Mas, sabendo que as pessoas vivem mais tempo, parece razoável acreditar que é mais sensato pensar em cuidar também de sua vida própria vida financeira. Na verdade, pais precisam garantir o próprio futuro financeiro para não comprometer ou arruinar as finanças dos filhos.

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Neste dia especial, não há presente maior para um pai do que ver seus filhos bem encaminhados. Vivendo numa sociedade consumista em que se precisa de dinheiro para quase tudo, eventualmente é preciso “puxar no freio de mão” para rever gastos e principalmente controlar despesas e, assim, poder formar uma reserva financeira para enfrentar imprevistos e usufruir de uma longevidade tranquila.

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