As organizações públicas e privadas têm profissionalizado suas gestões, a partir da adoção de mecanismos preconizados no sistema ESG (da sigla em inglês Environmental, Social and Governance, com tradução livre, questões ambientais, sociais e de governança). A letra G, a terceira etapa do 1º ESG em Ação, foca o uso de ferramentas para melhorar a governança, com implantação de medidas mais transparentes e com atenção especial ao planejamento, sobretudo quanto aos riscos.
A Rádio Gazeta FM 107,9 transmitiu nessa quinta-feira, 9, com veiculação em formato de podcast no canal do Portal Gaz no YouTube, mais uma etapa do projeto ESG em Ação. O encontro teve a participação do diretor de integridade da Corsan, Maurício Mussi; do professor de Administração da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Pietro Cunha Dolci; da gerente de sistema de gestão integrado da JTI, Eveline Rech; e do gerente de ESG da JTI, Marco Aurélio Dreyer de Andrade Silva.
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Dolci explica que a ideia de transparência deve fazer parte da rotina das organizações, envolvendo todos os stakeholders (termo utilizado para relacionar todos os indivíduos, grupos ou organizações que impactam ou são impactados pelas decisões das empresas, como funcionários, gestores, sócios e acionistas, clientes, fornecedores, governo, comunidade e organizações não governamentais).
A partir desse conceito, são adotadas medidas como as apresentadas por Mussi referentes à Corsan. Ele conta que são estabelecidas metas de combate, por exemplo, a assédios moral e sexual. Esses indicadores são divulgados e colocados, inclusive, como compromissos externos da empresa.
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A JTI traz do exterior conceitos modernos e os adota na realidade local, atuando forte na garantia dos direitos humanos e adotando a melhor relação possível com o meio ambiente. Andrade Silva frisa que há um grande número de stakeholders, a começar pelos produtores rurais nos três estados do Sul.
Com planejamento estratégico, riscos são minimizados
Os riscos e os problemas fazem parte do cotidiano das organizações públicas ou privadas. A forma como são encarados é que faz a diferença no tempo para a resolução, influenciando na sobrevida da empresa e na possibilidade de servir de aprendizado para novas ocasiões. Existem situações, como a pandemia registrada em 2020, que não aparecem nos planejamentos organizacionais, reforçou o professor Pietro Cunha Dolci. Outras, no entanto, podem ser minimizadas a ponto de evitar impactos maiores.
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Na Corsan, por exemplo, cada área assume a responsabilidade de apontar eventuais riscos bem como o plano para que sejam reparados. Assim, conforme Maurício Mussi, as lideranças atuam com os comitês para a preparação.
Da mesma forma, a JTI, explicou Eveline Rech, utiliza seus pilares estratégicos para levantar os riscos e estabelecer medidas a serem adotadas. Essa busca ativa vai até as propriedades dos fornecedores da principal matéria-prima, que é o tabaco.
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O professor Pietro Cunha Dolci recomenda, sobretudo às empresas menores, que não contam com estrutura nem recursos humanos, elaborar um plano mais amplo de gestão de risco e utilizar a análise “SWOT”, que é sigla em inglês relacionada a forças, fraquezas, oportunidades e ameaças ao negócio. No caso dos riscos, devem ser observadas sobretudo as ameaças.
Além disso, reforça, é possível definir um planejamento mais assertivo com a construção de cenários, que é um processo que demanda maior conhecimento, mas oferece melhor forma de conhecer e preparar o seu negócio.
Parceiros
O 1º ESG em Ação tem foco nas práticas de gestão com base na sigla em inglês Environmental, Social and Governance, traduzida em português para meio ambiente, social e governança. O projeto tem realização da Gazeta Grupo de Comunicações, com patrocínio ouro da Corsan, patrocínio prata da Japan Tobacco International (JTI) e apoio da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).
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