Após a derrota do Grêmio para o Red Bull Bragantino por 1 a 0, o técnico Luís Castro recebeu um ultimato para seguir no cargo. O executivo de futebol, Paulo Pelaipe, afirmou que o limite para o treinador é a partida contra a Chapecoense. A partida será no domingo, 30, na Arena, às 18h30, antes do segundo Gre-Nal pelas quartas de final da Copa do Brasil. O Tricolor flerta com a zona de rebaixamento no Brasileirão e foi eliminado nos playoffs da Copa Sul-Americana. O único ponto positivo da temporada foi o título gaúcho.
“Realmente, tudo na vida tem limite. Nós estamos apostando no treinador, nós estamos dando condições de trabalho. Nessa semana ainda chegou o Danilo Barbosa. Fizemos essa reformulação que eu falei e nós acreditamos no trabalho e os resultados também têm que vir. Nós vamos ter agora dois jogos decisivos pela Copa do Brasil. Vai ter o jogo contra a Chapecoense”, explicou Pelaipe.
Pelaipe disse acreditar na remobilização do grupo. “São jogos importantes e os resultados vão ter que vir. Se os resultados não vierem, nós vamos sentar, vamos conversar, tem um vice-presidente de futebol, tem um presidente, conversar com o treinador, a gente conversa sempre com o treinador. Quanto à mobilização dos jogadores, nós temos um grupo de homens. Isso não me preocupa, porque o próprio clássico motiva”, observou.
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Luís Castro faz desabafo
O aproveitamento de Luís Castro no Grêmio é de 47,2%. Apesar das críticas pelo desempenho ruim da equipe, o treinador criticou as ofensas pessoais e citou o técnico palmeirense Abel Ferreira.
“Há várias formas de criticar o trabalho de um treinador, não é preciso ofendê-lo, porque acho que a ofensa é algo que não deve fazer parte, sou contra. As pessoas não podem ser agressivas e ofensivas com ninguém, ainda mais aqueles que vivem dentro do futebol”, declarou. “Peço licença ao Abel (Ferreira) de dizer o que vou dizer: não é o futebol que está doente, são as pessoas que estão doentes, as pessoas que estão no futebol”, complementou.
Sobre a partida, Luís Castro insentou os jogadores e assumiu a responsabilidade por mais um insucesso do time. “O treinador é responsável pelos resultados. Jamais pus nos jogadores a culpa. Jamais farei isso. Assumo minhas responsabilidades. Muito difícil a equipe se reerguer após o início ruim. Não mereciam perder esse jogo. Sou responsável pelos resultados. Não me distancio da minha responsabilidade. Sei muito bem quais são as leis do futebol. Já disse que ofensas e agressividade geram violência e falta de respeito. Sei o episódio que aconteceu antes do jogo”, disparou.
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O Grêmio emitiu uma nota para reclamar do gol anulado de Braithwaite, sem motivo aparente. Castro também falou sobre o lance. “Uma pena ter sido anulado o gol que nos colocaria em vantagem. Não teve qualquer falta. Queríamos uma explicação. Ele (árbitro) viu falta e um gol que não existiu. Sofremos o gol de forma injusta. Os números não escondem a má campanha fora de casa. Mas confio no trabalho e nos jogadores”, finalizou.
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