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BAIRRO SCHULZ

Morador cobra providências sobre cheiro forte vindo de oficina

O vizinho de uma oficina de chapeação e pintura no Bairro Schulz, em Santa Cruz do Sul, acredita estar com a saúde prejudicada pelo cheiro de tinta e dos produtos utilizados pela empresa nos reparos de veículos. Há cerca de três anos, conta, quando foi instalada no local, a oficina passou a gerar os odores peculiares dos produtos químicos, o que motiva incômodo.

Ele acredita que falta cuidado para evitar que o cheiro se espalhe pela vizinhança. “O cheiro seca a garganta, chega a dar náusea quando está se aproximando o fim do dia”, conta. Diz ainda que outros moradores dos arredores não denunciam por receio. “E não adianta fechar a casa, porque se sente igual”, acrescenta. Relata já ter tido complicações de saúde devido ao “forte odor”.

O vizinho diz ter ido até a Secretaria do Meio Ambiente, mas que não percebeu mudanças. Na Prefeitura, a informação é de que a queixa foi registrada, a fiscalização foi feita e que os proprietários serão autuados.

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Sócio-proprietário do estabelecimento, Fernando Luís Hild se defende. Diz tratar-se de uma possível perseguição, pois já houve diferentes formas de denúncia e que todas teriam sido rechaçadas. “Houve sobre o barulho, daí chamamos engenheiro ambiental e mecânico para o laudo. Foi medido e estava tudo de acordo”, frisa. Enfatiza, também, ter documentação sobre eventual emissão de partículas. “Nem dentro da planta tem cheiro forte, como fala”, ressalta.

O odor de produtos químicos, como a tinta, pode causar problemas de saúde, mas se isso ocorrer de forma contínua e com grande quantidade, aponta o integrante do Conselho Regional de Química (CRQ) e doutor em Química, Wolmar Severo. Explica que são dois componentes, basicamente: solvente e pigmento. O primeiro tem que evaporar, facilmente se propagando no ar. O segundo, geralmente metais para a cor final da peça. Como alternativas, vê adequações do sistema como um todo, com o acompanhamento de um profissional habilitado e capacitado, com registro na categoria no órgão profissional – por exemplo, químico com registro do CRQ.

Há licença, mas falta adequação

De acordo com a fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente, o estabelecimento possui licença de operação vigente. No entanto, algumas condicionantes não estavam sendo cumpridas. Assim, conforme nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, foi lavrada notificação para que sejam feitas as adequações.

O empreendimento realizou ajustes, inclusive instalando caixa separadora de água e óleo e realizando medições da poluição sonora no local. A secretaria também realizou a medição da pressão sonora, que não ultrapassou os limites estabelecidos pela legislação municipal.

Após, foi realizada nova vistoria, na qual se verificou que algumas condicionantes continuavam não sendo atendidas de forma integral. Com isso, foi lavrado auto de infração com penalidade de advertência para que o empreendedor implementasse novas melhorias no estabelecimento. Além disso, foi solicitado que fosse apresentada a análise das emissões através de amostragens de dutos e chaminés da atividade, conforme diretriz técnica Fepam de 2018, e laudo técnico realizado por empresa especializada do compressor de ar utilizado. A comprovação dessas solicitações deve ser apresentada até esta segunda-feira, 29.

Caso o empreendimento não as cumpra de forma integral, novas sanções administrativas poderão ser adotadas pela secretaria. Segundo a nota, em nenhuma das vistorias realizadas pela equipe de fiscalização foram constatados quaisquer sinais de que o empreendimento estivesse realizando seus trabalhos na rua.

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