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Santa Cruz do Sul

Movimento promove atividades de conscientização no Dia da Mulher

O Movimento Mulheres em Luta planeja atividades de conscientização no Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta terça-feira, 8. Na contramão do que, em geral, ocorre na data, quando mulheres recebem flores e outros presentes, o grupo pretende aproveitar o dia para chamar a atenção para a igualdade de gêneros e os direitos do sexo feminino no município de Santa Cruz do Sul.

Em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta segunda-feira, 7, integrantes do movimento explicaram a organização das atividades e comentaram que, apesar de a luta pela igualdade ocorrer há anos, ainda há casos recorrentes de violência doméstica, sexual e assédio moral nos dias atuais. “Este será um dia para refletirmos e continuar a luta que começou há mais de 100 anos, quando mulheres morreram em uma fábrica reivindicando mudanças na jornada de trabalho”, explicou Clair Pereira. 

Conforme Cláudia Priebe, os atos terão início pela manhã com a apresentação de um programa na rádio comunitária, onde um bate-papo sobre o tema será realizado. Em seguida, o grupo, acompanhado dos cidadãos que quiserem se juntar ao movimento, se deslocarão para a Praça Getúlio Vargas, onde um ato de panfletagem e conscientização será feito. No fim da tarde, por volta das 19 horas, uma série de palestras abordando temáticas ligadas ao assunto irá ocorrer no auditório do Sindicato dos Comerciários. 

Casos na região

A advogada Karen Müller, que auxilia na organização das atividades, reforçou que os casos de violência contra a mulher e assédio moral ocorrem ainda hoje, inclusive na região. “Nada mudou. Ainda temos um sério problema com relação à desigualdade. Todo dia mulheres chegam chorando no escritório relatando que não suportam mais o que se passa nas empresas”, relatou. 

Karen comentou que, atualmente, os principais casos registrados em Santa Cruz têm a ver com a discriminação em relação ao gênero por questões de gravidez. “Gestantes sofrem pressão até entrar em licença. Isso sem falar nas situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras as quais muitas são submetidas”, reforçou a advogada. 

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