O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) integrou a comitiva de representantes da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) que participou nessa segunda-feira, 22, em Brasília, do evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro reuniu líderes empresariais com pré-candidatos à Presidência da República em um dos principais fóruns de diálogo entre empresários e os postulantes ao Palácio do Planalto. Na ocasião, houve a entrega do documento Construindo o Brasil 2050, com as prioridades da indústria para os próximos anos.
O SindiTabaco participou da elaboração do documento e apresentou demandas voltadas ao fortalecimento da competitividade exportadora e a defesa da competitividade do setor frente às barreiras regulatórias internacionais. No primeiro caso, a demanda é pela priorização de investimentos para infraestrutura logística e portuária, especialmente no Porto de Rio Grande, caminho de grande importância para a exportação do tabaco.
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Outro ponto citado no documento trata da segurança jurídica e regulatória, visando a garantia de previsibilidade para os investimentos industriais e debates regulatórios. Além disso, participação de estruturas políticas públicas que respeitem a cadeia produtiva do tabaco e os seus desafios atuais, como o mercado ilegal e novos produtos de nicotina.
No Rio Grande do Sul, o setor tem papel relevante na economia e no comércio exterior. Em 2025, o Estado exportou US$ 3,04 bilhões em produtos do tabaco, quase 91% das exportações brasileiras do segmento, com crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior.
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Além disso, o setor tem um forte impacto socioeconômico regional, especialmente nos 206 municípios produtores de tabaco gaúchos e, em especial, para Santa Cruz do Sul (segundo lugar no ranking de exportações gaúchas e terceiro em arrecadação de impostos no Rio Grande do Sul) e Venâncio Aires (quarto lugar no ranking de exportações gaúchas).
Para além da importância estadual, o Brasil ocupa, há mais de 30 anos, a posição de maior exportador mundial de tabaco. Em 2025, o País alcançou o maior valor já registrado em divisas, somando US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao de 2024. Para o SindiTabaco, os números reforçam a importância da participação técnica dos setores diretamente envolvidos nas discussões da agenda industrial que impactam a competitividade e o desenvolvimento.
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Demandas da indústria do tabaco
Competitividade Exportadora e Infraestrutura Logística
- Priorizar investimentos em infraestrutura logística e portuária vinculada à cadeia exportadora do tabaco.
- Modernizar acessos rodoviários e corredores logísticos estratégicos do Vale do Rio Pardo e regiões produtoras.
- Fortalecer a competitividade do Porto de Rio Grande e ampliar sua capacidade operacional para exportações.
- Estimular políticas estaduais de apoio às exportações, promoção comercial e abertura de novos mercados internacionais.
- Atuar institucionalmente na defesa da competitividade da cadeia produtiva frente a barreiras regulatórias e comerciais internacionais.
Objetivo: fortalecer a competitividade exportadora, reduzir custos logísticos e ampliar a inserção internacional da cadeia produtiva do tabaco gaúcha.
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Segurança Jurídica, Ambiente Regulatório e Desenvolvimento Regional
- Garantir previsibilidade regulatória e segurança jurídica para investimentos industriais e exportadores.
- Promover articulação institucional em defesa da cadeia produtiva do tabaco nos debates regulatórios nacionais e internacionais, com total respeito aos compromissos assumidos pelo Brasil na Declaração de Interpretação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (2005), que assegura a não proibição da produção e o apoio aos agricultores.
- Estruturar políticas públicas de desenvolvimento regional voltadas aos municípios produtores, com a participação legítima de entidades como Afubra e Amprotabaco, respeitando a realidade das 70 mil propriedades gaúchas produtoras.
- Apoiar iniciativas de inovação, sustentabilidade e modernização industrial do setor.
- Combater o mercado ilegal de tabaco, estimado em 32%, evitando medidas que prejudiquem a arrecadação de tributos e a geração de empregos formais.
- Avançar na regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs) e na inserção da cadeia produtiva nacional no mercado de novos produtos de nicotina, visando preservar empregos e renda no campo e indústria, inserindo o Brasil neste novo mercado global.
Objetivo: preservar empregos, garantir segurança jurídica, fortalecer o desenvolvimento regional e ampliar a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul.
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