Natural de Cachoeira do Sul, Natália Corrêa, 33 anos, vive em Santa Cruz do Sul há dez anos. Durante a década, passou a se identificar, a se inserir e a contribuir no desenvolvimento cultural e audiovisual local.

Em paralelo, formada em Relações Internacionais pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Natália trabalhou com Comércio Exterior (Comex). “Foi uma área que me deu uma base importante em organização, estratégia, articulação, negociação e gestão de processos. Mas já sabia que o Comex não era o que queria para a minha vida profissional”, conta. Atualmente, Natália direciona suas atenções profissionais e pessoais para a produção e a direção de arte. Por alguns anos, sua relação com a arte e a cultura foi através da dança. Ela já dançou ballet clássico, jazz, flamenco e dança tradicionalista gaúcha, e confessa que até teve vontade de estudar a modalidade artística de forma profissional. Além disso, sempre cultivou um interesse pelo universo da moda, da imagem e da composição visual.
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A inserção mais direta de Natália no audiovisual aconteceu a partir da Santa Cruz Film Commission, experiência que ampliou sua atuação na articulação entre território, produção, poder público e agentes culturais. “Foi pela formação e pela experiência que já tinha que surgiu o convite para atuar na Santa Cruz Film Commission. Existia o entendimento de que essa trajetória em negociação, organização e relacionamento institucional poderia contribuir diretamente em um trabalho que também lida com conexões e mercado, já que o audiovisual é negócio e indústria. Topei na hora.”
Desde então, Natália vem trabalhando em iniciativas voltadas ao fortalecimento e à descentralização do audiovisual, com foco na valorização da região, na criação de redes e na ampliação de oportunidades para produções, profissionais e projetos fora dos grandes centros, com atenção especial à presença e ao protagonismo das mulheres no setor.
Em 2025, assinou sua primeira experiência em curta-metragem como co-diretora. Atualmente, é sócia-proprietária da A Jiboia; diretora geral da Santa Cruz Film Commission; integrante da equipe de produção do Festival Santa Cruz de Cinema e da gestão do Santa Cruz Polo Audiovisual; e diretora financeira do Sindicato da Indústria Audiovisual do Rio Grande do Sul (Siav-RS). Ainda, é criadora e produtora do Santa Cruz Cidade Viva: Curtas & Conexões, projeto que articula cinema, debate e realiza manifestações artísticas na Casa das Artes Regina Simonis e contribui para ampliar o acesso da comunidade à cultura e para formar novos públicos.
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Também participa de eventos de mercado e articulação da área, como MAX Minas, Ventana Sur e Noronha2B, inclusive como palestrante, além de acompanhar espaços relevantes de circulação e debate, como o Festival de Cinema de Gramado.
Muito além do filme
Natália fez do audiovisual e da cultura o centro de sua atuação profissional e pessoal. “Às vezes me pego assistindo um filme ou alguma produção e pensando tecnicamente em como aquela cena foi viabilizada: como conseguiram fechar uma rua tão importante e movimentada, juntar tantos carros dos anos 80 para compor uma cena, ou compor tantos figurinos para figuração, por exemplo.”
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Ela salienta a importância do mercado da arte e da cultura. “É importante lembrar da importância da cultura na vida das pessoas e no cotidiano das cidades. A cultura não é só entretenimento ou um evento pontual; é a forma como as pessoas se reconhecem, constroem identificação, acessam novas referências e se relacionam com o lugar onde vivem. No caso do audiovisual, isso fica ainda mais evidente, porque ele reúne potência simbólica, impacto econômico e também valor turístico.”
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Ela ainda destaca que a atuação nos bastidores movimenta muitas pessoas e segmentos. “Sempre digo que estamos tão acostumados a ligar a TV e ver atores, atrizes, diretores e diretoras que esquecemos que o audiovisual é construído por muitos outros profissionais. Ele também depende de pessoas com perfil executivo, da parte técnica, de costureiras, marceneiros, eletricistas, advogados e tantas outras áreas.” Natália acrescenta que uma produção movimenta profissionais, serviços e empresas, e também projeta territórios, desperta curiosidade sobre lugares e fortalece a imagem de uma cidade para quem mora nela e para quem a vê de fora.
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