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DA TERRA E DA GENTE

O poder da comunicação

Na chegada hoje aos 76 anos da Gazeta do Sul, é inevitável lembrar dos 46 anos de ligação que tenho com o jornal e o grupo de comunicação formado ao seu redor, incluindo a Editora Gazeta, onde ora estou, como funcionário há mais tempo vinculado a este importante conglomerado jornalístico gaúcho. Faz também recordar dos primeiros tempos vividos na Gazeta, desde a virada de 1974/75, então sob o comando de Francisco Frantz, sucedido ainda no final daquela década por André Jungblut, que está à frente desde então.

Na época, o grupo da redação cabia num pequeno quadro de fotos que era guardado pelo ex-diretor industrial Paulo Treib, onde, além dele e do presidente Francisco Frantz, me integrava ao lado de Guido Ernani Kuhn, Ernani Aloisio Iser, Xavier Panke, fotógrafo Hélio Christmann, e só. Na juventude dos 19/20 anos, dei asas a um trabalho iniciado ainda em tempos de seminário e via desde logo a importância da missão. Nos momentos iniciais, já era designado a representar o jornal em eventos solenes, onde, além do prefeito, presidente da Câmara e juiz, as autoridades eram o bispo, o comandante do Exército e quem estava lá em nome do jornal e da rádio locais.

Começava, pois, sentindo na pele o poder de que se revestia a função jornalística e, por efeito, a responsabilidade que envolvia. Consciente disso, buscava desde logo desincumbir-me da tarefa com o maior cuidado possível, para que a influência exercida pelo veículo da comunicação fosse direcionada aos melhores propósitos, como, aliás, se procedia desde os ditames inaugurais do fundador, e assim se prosseguiu, criando as raízes sólidas hoje fixadas no seio da comunidade, com seriedade e credibilidade.

Um dos focos que sempre me animou foi o de elevar aspectos e fatos positivos. Sem descuidar, é claro, dos outros que, pela natureza humana, parecem atrair mais e precisam ser abordados, esse objetivo me cativou e foi nessa linha que me dediquei a elaborar suplemento rural nos anos 1980, logo muito bem aceito. Ele aprimorou experiência na área que viria a ser, de alguma forma, semente da posterior Editora Gazeta, marca nacional e internacional do grupo com especialidade em anuários de agronegócio, divulgando o sucesso do País na atividade, função em que atuo hoje, além de contribuir neste espaço de opinião no jornal.

Para este êxito, é oportuno trazer à reflexão um ponto que identificou a mim e vários diretores de redação da Gazeta (Guido Kuhn, Romeu Neumann e o atual, Romar Beling), todos vinculados em sua origem à área rural e à agricultura, que, junto com a agroindústria, continuam sendo a grande base e identidade da socioeconomia local, regional e nacional. Nessa avaliação, vê-se que o direcionamento editorial adotado foi um belo acerto e a ratificação da sempre bem presente sintonia com a comunidade.

Assim, nos enfoques gerais desta coluna, gratificam expressões de aprovação recebidas, como a do leitor Anildo Camargo, que, sobre o escrito no dia 12 deste mês (“Doses de prudência”), enviou mensagem, dizendo: “Tens exercido o que poderíamos chamar de bom e honesto jornalismo”. Tais manifestações indicam que se continua no caminho proposto lá no início e estimulam a continuar a desenvolver, com a maior acuidade e respeito, o poderoso papel e a relevante vocação da comunicação, num grupo que, não por acaso, já faz longa história, e assim há de seguir: a nossa Gazeta

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