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ROSE ROMERO

O que você fez com a sua vida?

Você é feliz? Fez boas escolhas para si mesmo? Você acha que as pessoas gostam de estar ao seu lado? E o seu trabalho? Se você parasse agora, tudo a sua volta desmoronaria?

Andamos presos no mundo das aparências. A diabólica vaidade humana. E o preço é uma carga pesada que empurramos do jeito que dá. Quase sempre compramos mais do que precisamos e gastamos mais do que deveríamos. Uma imagem pública a preservar, status a manter… Regras e desafios que nos sugam por anos. Até que acontece algo extremo: você perde o emprego, perde alguém muito amado, fica doente, sofre um acidente grave. Ou, do nada, é tomado pela tristeza. E então, vem a pergunta: o que fiz da minha vida?

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É um choque de realidade. Quanto maior a dor, maior a percepção do engano. Você olha para trás e as lembranças voltam como arrependimento.

Por que casei com a Laurinha e não com a Janete? Por que casei? Por que fiquei nessa cidade? Por que fiquei nesse emprego? Por que bebi tanto? Por que trabalhei tanto? Por que me controlei tanto? Por que não viajei sem destino? Por que não fiz uma loucura, uma que fosse? Por que não pensei mais em mim? Por que pensei só em mim?

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Acho bem tola, e um tanto mentirosa, a pessoa que se diz sem arrependimentos. Quando você faz uma escolha, renuncia a outras possibilidades. E isso nem sempre se mostra o melhor no futuro. Acontece com todo mundo. O tempo passa, você perde ilusões e juventude, e quando vê está lá, sozinho na sala durante a noite desejando muito que ninguém, ninguém mesmo apareça para incomodar.

Talvez o que nos diferencie seja a forma como lidamos com essa fase. Tem quem se vitimize, quem fique irritadiço, quem decida mudar tudo, quem se conforme… Ou tudo junto, pois a virada de chave pode ser um tanto louca.

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Dias atrás, conversava com uma amiga. Ela foi educada de forma extremamente rígida pela família. Sem festinhas, sem noite na rua, sem dança, sem namoros. Uma imposição moralista que ela nunca superou. Perguntei se agora, aos 65 anos, ela não sentia raiva. Ela me olhou, calma como de hábito, e disse:

Raiva pra quê Rose? Agora é tarde.

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