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Os sons da paz

Quando se fala – e se age – em prol de um Pacto pela Paz em nossa terra, o tema aflora ainda mais em quem se vê impregnado, na mente e no espírito, por este sentimento tão necessário à convivência humana. E é evocado a cada momento e oportunidade que se nos apresentam como luzes para encontrar e trilhar este caminho. A retomada das apresentações musicais públicas, por certo, é uma imperdível ocasião para percorrer esse mundo imaginário e prático da paz, com sons que nos fazem viajar pelo tempo e pelos recônditos mais confortáveis de nosso ser, a inspirar tranquilidade e satisfação profundas. E o mais interessante é poder apreciá-las vindas de uma unidade do Exército, a querida banda do “Nosso Batalhão”, que nos brindou mais uma vez, há poucos dias, com um belo concerto de sons musicais e vocais muito especiais.

É reconfortante e mágico ouvir tais sons em meio aos estrondos dos canhões e mísseis de guerra e massacres por toda parte do planeta, que não param, mas recrudescem, assim como as armas em circulação e a falta de noção. É extremamente salutar sorver a serenidade e paz dessas evocações em meio a tensões ruidosas que nos rodeiam, nas reclamações de tudo e de todos, da inflação, do imposto, das leis, de tudo que não se resolve, de todos que têm dificuldade em ouvir a voz do outro lado e do bom senso.

Do mesmo modo como ocorre nos eventos corais que voltam a acontecer, onde cabe até fazer a vez do artista, é relaxante e revigorador experimentar todas as melhores sensações da música e do canto, para a paz de espírito de quem de alguma forma pode participar desses momentos. É muito bom vivenciar tais ambientes agradáveis nos palcos da vida, em contraponto a muitos sons em locais inapropriados que são alvo de reclamações de vizinhos incomodados e assim não contribuem para a paz.

Vivemos e convivemos com todos os tipos de sons, e não poucos testam nossa paciência, como os das descargas exageradas de veículos, ou até mesmo de inesperados latidos caninos nas cercas junto aos passeios públicos, onde pregam sustos aos distraídos transeuntes, ou, pior, os surpreendem com excrementos não recolhidos pelos donos nessas calçadas, motivando reações com sons e palavras não recomendáveis para a paz, tanto que já há quem deixou mensagem irônica sobre a superfície: “cão, eduque seu dono!”.

A convivência humana, sabe-se bem, não é fácil e exige de cada um de nós uma dose redobrada de tolerância e de controle emocional, para os quais os sons e a beleza da arte, da música, do canto, da espiritualidade, sempre cultivados, são aliados indiscutíveis. E, claro, como nos ensina a vida, não pode faltar o exercício constante do amor a si próprio e aos outros, com a consciência de que só é amado quem ama. Ou, como dizia tão bem o genial cronista que nos deixou semana passada, David Coimbra, “todo dinheiro, todo o poder e toda fama são muito pouco se o homem não sente que pode despertar o amor”. Que se saiba, pois, muito mais pronunciar (cantar, vivenciar) a palavra “amar”, que pode ser o melhor sinônimo de “pacificar”.

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