Olá, pessoal! Tudo bem? Iniciamos a semana com tempo firme, seco, sem chuva, mas encoberto ao longo de praticamente toda a segunda-feira na região. Na semana passada, registramos entre 25 e 30 milímetros de chuva na propriedade, o que foi providencial para derreter o salitre que havia sido distribuído nas lavouras, e para favorecer o desenvolvimento das culturas. Nós próximos dias, seguiremos com as tarefas de capina, talvez com aplicação de mais uma dose de salitre no tabaco, e também de produtos biológicos para agilizar o crescimento das plantas. Os serviços estão em dia; um pouco atrasados em razão do clima, é verdade, mas dentro do planejado. Bem ao contrário de outras regiões, como no Paraná e em Santa Catarina, onde o tempo inclemente causou muitos transtornos e prejuízos, no campo e na cidade, pelo que muito lamentamos, pois sabemos bem o quanto demora para se reconstruir tudo.

Foto: Alan Toigo/Divulgação
Uma visita a Boqueirão do Leão…
Na semana passada, eu e o Alan Toigo, meu colega da página Fumicultores do Brasil, visitamos dez propriedades rurais em vários municípios, da região serrana à depressão central e ainda ao Sul do Estado. Todas elas têm o tabaco como base de sua economia, em meio à diversificação, e nelas vimos diferentes modelos e sistemas de cultivo, com diversos estágios do ciclo produtivo. Isso só mostra que, ao contrário do que acontecia no passado, quando a época de plantio era mais ou menos uniforme, hoje se planta em diferentes momentos.
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Na foto acima estou com o casal Daniela e Adilson Frazetto, na localidade de Cerro Agudo, em Boqueirão do Leão. Eles iniciaram o plantio no começo deste mês, e buscam cuidar de tudo só com a mão de obra da família. As lavouras deles estão muito caprichadas.

Foto: Alan Toigo/Divulgação
… e uma outra ida a Venâncio Aires
No mesmo roteiro pelo Estado, estivemos na Linha Marmeleiro, interior de Venâncio Aires, onde visitamos a propriedade de Juliano e Diego Schmitz, pai e filho, que igualmente apostam no tabaco como fonte de renda. Ainda que seja muito próximo de nossa realidade na região baixa de Santa Cruz do Sul, a área deles é de terreno montanhoso, muito íngreme, declive bem acentuado, que requer outro ritmo de execução das tarefas. Isso mostra que o tabaco, pela versatilidade, constitui formidável fonte de renda nas mais distintas situações de terreno, podendo ser conduzido tanto em área plana quanto naquelas mais íngremes, onde poucas culturas poderiam ser adotadas ou cultivadas. Por lá, recém estão plantando, e essa etapa vai até o final do mês ou início de outubro. Parabenizamos a eles e a todos os demais produtores que visitamos pelo capricho, zelo e competência em seu trabalho.

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