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Assistência Social

Programa Família Acolhedora é relançado em Santa Cruz

Foto: Jaime Fredrich

Família Acolhedora

O Serviço Família Acolhedora foi relançado nesta quarta-feira, 19, em Santa Cruz do Sul. A retomada foi marcada por uma programação na Câmara de Vereadores e busca ampliar o número de famílias dispostas a receber temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva. Vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Inclusão, o serviço volta a funcionar com equipe própria para realizar a seleção, capacitação e acompanhamento dos participantes.

Diferentemente do acolhimento institucional, a proposta permite que a criança ou o adolescente permaneça em uma residência e receba acompanhamento individualizado durante o período de afastamento da família de origem. A coordenadora do Família Acolhedora, Mônica Pitrovski, explica que o objetivo é preparar pessoas interessadas em abrir suas casas para esse atendimento. “Ao invés dessa criança ou adolescente ir para uma instituição, onde o cuidado é coletivo, ela passa a ser cuidada por uma família na sua casa, no dia a dia, no cotidiano”, destacou.

Previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o serviço teve um período de interrupção no município e agora é retomado com uma assistente social, uma psicóloga e a coordenação. Conforme Mônica, o trabalho neste primeiro momento está concentrado justamente na captação de novas famílias. “Qualquer família que tiver interesse de participar do serviço pode nos procurar na Secretaria de Desenvolvimento Social ou no próprio serviço e se cadastrar”, explicou.

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Após a inscrição, os interessados passam por um período de preparação e avaliação junto à equipe técnica. Entre os requisitos estão ter pelo menos 18 anos, residir em Santa Cruz do Sul, não possuir antecedentes criminais e apresentar disponibilidade afetiva e emocional para o acolhimento.

Mônica reforça que o acolhimento é temporário e não deve ser confundido com adoção. A família acolhedora oferece proteção, afeto e os cuidados cotidianos enquanto são encaminhadas as medidas relacionadas à situação da criança ou do adolescente, sem substituir a família de origem. “A gente tem medo do apego, do momento em que vai ter o rompimento, porque o acolhimento não é adoção, ele é temporário”, ressaltou.

O relançamento também contou com palestra de Suzana Pellegrini, psicóloga, mestre em Serviço Social e referência na política de convivência familiar e comunitária. Segundo Mônica, a participação buscou esclarecer dúvidas e romper paradigmas relacionados ao acolhimento, especialmente sobre a criação de vínculos entre as famílias e as crianças e adolescentes atendidos.

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Com a retomada, a expectativa é ampliar o conhecimento da comunidade sobre o Família Acolhedora e formar uma rede de pessoas disponíveis para oferecer um ambiente familiar durante o período em que crianças e adolescentes precisarem permanecer afastados de suas famílias de origem.

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