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O RIO PARDINHO COMEÇA AQUI

Projeto quer conscientizar crianças e adultos e evitar alagamentos

Foto: Rafaelly Machado

Marco inicial foi dado na tarde de ontem, na frente da Escola Municipal Guido Herberts (Bairro Várzea), com a pintura do primeiro bueiro com a logomarca do projeto

Logo nos primeiros meses deste ano, nos dias 28 de janeiro e 12 de fevereiro, Santa Cruz do Sul foi atingida por fortes chuvas que resultaram em grandes alagamentos em diversas partes da cidade. Os episódios alertaram para um problema: a falta de preocupação com o destino correto do lixo. A fim de conscientizar sobre essa situação, teve início nessa terça-feira, 26, o projeto “O Rio Pardinho começa aqui”. A ação tem como iniciativa a pintura de bueiros próximos a escolas da zona urbana, sejam elas municipais, estaduais ou particulares.

Nessa terça, o marco inicial do projeto foi na Escola Municipal Guido Herberts, no Bairro Várzea. Na frente da instituição de ensino, foi pintado o primeiro bueiro com a logomarca do projeto. No ato, a coordenadora do projeto, Verushka Goldschmidt Xavier de Oliveira, do Núcleo de Gestão Pública da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), comentou que é necessário que a população olhe para o problema e participe do processo de consciência ambiental. “Não é só a Prefeitura que tem seu papel, a população igualmente tem papel fundamental, que é auxiliar a não entupir. O objetivo é tornar o cidadão protagonista do processo”, disse ela, que também é secretária executiva do Comitê Pardo.

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Para Verushka, o projeto pode até ser estendido a outros locais. “O Comitê Pardo trabalha com dois rios aqui da bacia. Esse projeto está ligado a Santa Cruz, mas pode servir de inspiração para outros municípios atendidos pelo Comitê”. Conforme a coordenadora, futuramente acontecerá uma oficina na qual os professores serão convidados a participar para trocar ideias e sugestões.

Verushka: papel fundamental da população | Foto: Rafaelly Machado

Os recursos do projeto são oriundos do edital do Fundo Social Sicredi Vale do Rio Pardo 2021. “As entidades parceiras se inscrevem para buscar recursos para viabilizar seus projetos. Abrimos esse edital anualmente. Estamos aprendendo muito a partir dos impactos ambientais e vendo quais são os projetos que existem na comunidade para poder apoiar”, explicou o coordenador de projetos sociais da Sicredi, Marco Antônio da Rocha.

O diretor de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, Angelo Hoff, destacou que a universidade tem longa trajetória de vínculos com projetos que cuidam do Rio Pardinho. “O Comitê Pardo é sediado dentro da universidade. Temos já uma tradição de projetos de educação ambiental. Essa ação, por exemplo, consideramos relativamente simples, mas com impacto muito importante na educação ambiental, uma vez que as crianças que vão circular na frente dessas escolas vão assimilar a mensagem embutida nessa ação simbólica, sabendo que a proteção do rio começa também na limpeza e cuidado das vias públicas”.

Impacto é sentido após nove meses

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Jaques Eisenberger, os alagamentos do início do ano resultaram em problemas que são sentidos até hoje. “Para se ter uma ideia, nove meses depois a Secretaria de Obras e a Defesa Civil ainda estão limpando áreas de drenagem na Zona Sul da cidade. E em razão da quantidade, resíduos da enxurrada de janeiro estão sendo retirados até hoje”. O secretário disse, ainda, que após as fortes chuvas, foi verificado que o principal problema era o entupimento dos bueiros. “Esse projeto contribui para pedir um auxílio e tentar trabalhar a conscientização para que as pessoas não coloquem o resíduo na sarjeta”.

Jaques Eisenberger: danos prolongados | Foto: Rafaelly Machado

Aprendizado desde a infância

A turma do 2º ano da Escola Guido Herberts já está bem informada sobre o tema, segundo a professora Isolde Eisenhardt. “Trabalhamos muito sobre o destino correto do lixo porque temos o projeto aqui na escola da separação de resíduos. Eles estão sendo ensinados desde pequenos, tendo esses conteúdos e até mesmo levando os ensinamentos para os pais, em casa”, disse a professora.

Segurando um cartaz com o dizer “As pessoas podem ajudar recolhendo lixo acumulado nas bocas de lobo”, a aluna Lavínia Emanuele Zanete, de 7 anos, aprendeu que é preciso descartar o lixo de forma correta. “As pessoas não devem colocar o lixo na boca de lobo, porque ali não é o lugar, o lugar é na lixeira. Se ficar ali, quando vier a chuva, vai alagar”, afirmou a menina.

Lavínia Emanuele Zanete, de 7 anos | Foto: Rafaelly Machado

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