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Após fim das bets

Reunião de clubes com ministros é adiada

CBF atua na intermediação dos clubes com o governo federal | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A reunião de clubes e federações de futebol com ministros prevista para esta terça-feira, 29, no Palácio do Planalto, foi adiada. O encontro, que tem o objetivo de discutir o cenário do esporte depois da edição da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil, deve ser realizado depois do primeiro turno das eleições.

Os clubes tiveram dificuldades em definir o envio de representantes a Brasília pelo fato de a reunião ter sido marcada nesta segunda-feira já para o dia seguinte. O primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo, 4 de outubro.

Entres os dirigentes, fala-se em decisão deles mesmos de não participarem do encontro, uma forma de demonstrar insatisfação com a medida do governo. A expectativa é de que seja debatida, entre outras coisas, uma linha de crédito para socorro financeiro às equipes.

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Proposta em debate

Os clubes queriam a criação de uma linha de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) com taxas abaixo das de mercado para que os clubes possam negociar dívidas em atraso. O banco, porém, nega essa possibilidade.

Em nota, afirmou que “não participou de qualquer discussão ou debate externo ou interno sobre a possibilidade de financiar clubes de futebol. O Banco possui vedação estatutária para realizar financiamento para clubes. Portanto, não procede a informação de que o BNDES irá operar uma linha subsidiada para esse público”.

CBF participa das conversas

Trata-se de uma negociação iniciada ainda antes da proibição das bets, que se tornaram as principais parceiras publicitárias das equipes brasileiras.

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A CBF tem participado das conversas, e o regulamento de Fair Play Financeiro, que entrou em vigor neste ano, tem sido usado para justificar o acesso ao crédito.

O argumento é que, desta vez, ao contrário de outros momentos em que as equipes precisaram ser socorridas pelo poder público, os clubes estão atuando sob um conjunto de regras rígidas de governança, num ambiente de maior controle e menor risco.

Estima-se que a linha de crédito possa chegar a R$ 20 bilhões para atender clubes das séries A e B do Brasileiro.

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