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Levantamento

Santa Cruz registrou quatro casos de dengue em 2020

Doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti | Foto: NIAID

Mesmo com o foco das ações em saúde do município voltadas para o coronavírus no ano passado, Santa Cruz do Sul seguiu normalmente as atividades de prevenção à dengue. Em 2020 foram confirmados apenas quatro casos da doença, e em 2021 há, até 21 de janeiro, apenas um registro suspeito, que aguarda o resultado do exame.

O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) foi feito no município em outubro. “O resultado geral mostrou a cidade como baixo risco para Aedes, mas esse resultado pode ser mascarado pelo período de seca. Um novo LIRAa será feito em breve para que os resultados sejam fidelizados”, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, Luciano Duro.

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As ações em Santa Cruz seguem o Programa Nacional de Combate ao Aedes aegypti, que consiste em levantamento de índices e tratamento. Em imóveis do estrato 3, que apresentou um maior número de coletas positivas de larvas, os trabalhos já foram concluídos, incluindo os bairros Bonfim, Belvedere, Monte Verde, Higienópolis e João Alves.

A exceção foi o Centro, onde não houve atividades, como medida para evitar uma exposição maior ao coronavírus. “Agora o foco são os imóveis do estrato 4, iniciando por Linha Santa Cruz, posteriormente Country e Jardim Europa. O trabalho é feito constantemente, assim que se encerra um bairro já se inicia em outro”, conta Luciano.

As doenças causadas pelo mosquito – dengue, chikungunya e zika – são transmitidas sempre pela fêmea, que tem como característica pintas brancas e voo baixo. Para evitar as picadas, o ideal é usar repelentes e roupas que reduzam a exposição. Na casa, é válido utilizar repelentes eletrônicos e inseticidas de ação comprovada, além de telas nas aberturas. “É importante evitar a abertura do imóvel no horário das temperaturas mais amenas, no início da manhã e à tardinha. O ideal é nos períodos mais quentes, que é quando o mosquito fica menos ativo.”


Os moradores também podem fazer uma inspeção no pátio, mantendo os objetos que possam conter água em zonas cobertas ou então perfurados. Também convém observar a limpeza de calhas e ralos externos e, se necessário, manter cloro em barra nesses lugares para evitar a proliferação. Plantas com capacidade de acumular água, como bromélias, podem ser tratadas semanalmente com uma colher de água sanitária diluída em um litro de água.

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Saiba como prevenir

Contra a dengue
Tampar caixas-d’água, tonéis e latões.
Guardar garrafas vazias viradas para baixo.
Guardar pneus sob abrigos.
Não acumular água nos pratos de vasos de plantas.
Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises.
Manter lixeiras fechadas.
Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Contra a leptospirose
Medidas básicas de higiene.
Lavar bem os alimentos crus.
Não deixar restos de alimentos expostos.
Manter potes de rações fechados e devidamente armazenados.
Manter a caixa d’água tampada.
Usar desinfetantes com cloro (água sanitária), pois ajudam a eliminar a bactéria.
É necessário também utilizar luvas em ambientes suspeitos (ao fazer limpeza em pátios, por exemplo) ou ao cuidar de animais doentes, com leptospirose).
Vacinar todos os animais contra leptospirose (equinos, bovinos, ovinos, suínos e cães).

Verão acende alerta para leptospirose

Santa Cruz registrou 11 casos de leptospirose em 2020. Neste ano há uma suspeita da doença, conforme dados computados até sexta-feira, dia 15. Ela é transmitida ao ser humano através do contato com a urina contaminada de ratos e outros animais, pela bactéria leptospira.

“Isso ocorre nos casos de enchentes, no contato com animais contaminados, e na área rural, com presença de roedores”, explica o coordenador da Vigilância Sanitária, Luciano Duro.

O verão acende o alerta para a leptospirose. Com as altas temperaturas, muitas pessoas se banham em açudes e córregos, o que pode aumentar as chances de contaminação. O contágio não é causado só pela urina do rato, ele pode acontecer através de outros animais contaminados, como bovinos.

Nos seres humanos, os sintomas são febre alta, mal-estar, tosse, dor muscular (principalmente na panturrilha), diarreia, manchas vermelhas no corpo e outros. Já nos animais, manifesta-se através de problemas reprodutivos, como abortos. Segundo o coordenador, cães são uma importante fonte de infecção em áreas urbanas.

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